sexta-feira, 27 de novembro de 2009

IMPORTANTE - Cancelado o discurso de S.A.R. o Duque de Bragança, no dia 1 de Dezembro na Associação Comercial Portuguesa

Por imperativos de força maior foi cancelado o discurso de Sua Alteza Real o Duque de Bragança, no dia 1 de Dezembro na Associação Comercial Portuguesa. A alocução será proferida no Jantar dos Conjurados no dia 30 de Novembro pelas 19,30 no Convento do Beato como estava inicialmente previsto. Pela mal entendido pedimos desculpas.  

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Profissionalização, competência e Honra, precisam-se

Em tempos de especialização, em que as ciências médicas são compartimentadas até à exaustão da paciência e dos recursos dos doentes, em que já não há clínico capaz de diagnosticar qualquer doença sem o auxílio de laboratórios, custa-me compreender porque se considera direito inalienável do "pagode" votar de cinco em cinco anos para a chefia do Estado. 


 Com a corrupção tão generalizada entre a classe política como as fugas de informação do sistema judicial para a comunicação social vieram perigosamente demonstrar, com quase dez por cento da população no desemprego e com os melhores alunos das nossas universidades a emigrarem, em busca de oportunidades, é espantoso vermos o chefe de Estado na televisão, a queixar-se de que o andam a espiar! 


 Elegemos um senhor para supremo magistrado da Nação, dividindo desde logo os Portugueses, para ele vir depois queixar-se publicamente da inconstitucionalidade das leis, ou de que o Governo o anda a espiar? Não haverá outros órgãos de soberania adequados para tratar estes assuntos com a necessária discrição, em nome da honorabilidade do Estado de Direito? 


E como explicar que um País pobre e minado pela corrupção e pelo desemprego, suporte uma instituição com tão pouca dignidade, que consome ao orçamento o dobro da Casa Real em Espanha, que, como sabemos, é quatro vezes maior e mais populosa que Portugal, a que acrescem os gastos com as mordomias a que os três ex-presidentes vivos têm direito, mais os custos das eleições a cada cinco anos? 


É tempo de fazermos um balanço, sabendo que também cá temos um Rei, descendente de D. Afonso Henriques, com honra, que ofereceria ao Estado um profissionalismo e uma competência que em república não temos logrado ter, certamente com menores custos e enormes vantagens. É tempo, antes que eles comam tudo e não deixem nada, como dizia uma canção já antiga, mas nunca tão actual.


 


Dom Vasco Teles da Gama, publicado no Diário Digital a 19-Nov-2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Muro da Mentira

 


 


Todos os testemunhos fotográficos testemunharam a imponência dos funerais do rei D. Manuel II. Assustando o "regime da situação" na sua nova vertente de salvação do 5 de Outubro, comboios encheram-se de gente que de todos os pontos do país afluiu à capital, prestando aquela que desde o Regicídio, seria a maior homenagem pública de que havia memória. O corpo do rei esteve exposto em S. Vicente por um dilatado período de tempo, tal a dimensão da manifestação de pesar. Isto encontra-se testemunhado por reportagens imparciais, nacionais e estrangeiras, que além de centenas de fotografias e de milhares de cartas trocadas, consistiram numa justa homenagem ao monarca que ficou conhecido pelo Patriota. 


 


Apesar desta bem conhecida verdade dos factos, ontem, tal como hoje, existia uma censura que distorcia a notícia, calava as consciências e ameaçava pelo descarado despudor e manipulação. Assim, a imprensa oficial da 2ª república fazia difundir a velada ameaça, susceptível de ser lida nas entrelinhas. Dizia que ..."os últimos chapéus altos da monarquia estavam presentes em S. Vicente de Fora. No Terreiro do Paço, toda a causa monárquica cabia em dois automóveis modestos."


 


Quando figuras do regime - como Mário Soares - tentam a todo o transe demonstrar o "monarquismo" do Estado Novo e e a inexistência de uma situação de república no Portugal de 1926-74, a linha editorial prosseguida durante mais de quatro décadas, desmente as patéticas, mentirosas e abusivas alegações. São bem conhecidos os movimentos policiais em torno da rainha D. Amélia, quando a soberana visitou Portugal em 1945. Escassas notícias publicadas pelos jornais da "situação" e do tolerado "reviralho", impedimento da divulgação de toda a agenda oficial da rainha, a sua discretíssima chegada de comboio à Estação de Entre-Campos (Lisboa), a gorada insistência em apartar D. Amélia do contacto popular. Conhece-se a carta da rainha a Salazar, em que esta alfinetava graciosamente o presidente do Conselho, salientando a constante "companhia" da indesejada policia política do regime. Apesar de tudo, as enormes manifestações populares de regozijo nas ruas, montras do comércio no país e em todos os locais onde D. Amélia se apresentou, desmentiram e assustaram o regime do poder e da sua oposição: o regime oficial da 2ª república e os dejectos sobreviventes da 1ª que para cúmulo, seis anos depois seriam ambos ultrajados nas ruas de Lisboa, quando do funeral da rainha. Centenas de milhar de pessoas invadiram as ruas, ultrapassando a presença popular nas pompas fúnebres de D. Manuel. Nunca mais se viu tal manifestação de pesar em Portugal.


 


No dia em que a oficialmente inexistente censura actua uma vez mais, convém recordar, pois este Centenário da República não passa da consagração da miséria mental a que este país chegou. Da descarada esquerda à cobarde e colaboracionista direita.


 


Um dia destes, ainda ouviremos os senhores Cavaco ou Soares perorar acerca da bandeira que durante mais de quatro décadas esteve hasteada na sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso. Ficaremos a saber que "oficialmente" a bandeira verde-vermelha não era a da república, mas talvez, a da Casa Gucci. Que gente...


 


Nuno Castelo-Branco


 


em Estado Sentido (estadosentido.blogs.sapo.pt)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Festa Litúrgica de São Nuno de Santa Maria

Ocorre a 6 de Novembro, pela primeira vez depois da sua canonização, a festa litúrgica de S. Nuno de Santa Maria. Para assinalar essa festa da Igreja Católica, vai realizar-se um Colóquio na Universidade Católica no dia 5, 5ª feira, com o programa que indicamos abaixo.


No dia 6, pelas 19h00, Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa presidirá à Missa na Igreja do Santo Condestável.


Ainda no dia 6, na Universidade Lusíada, pelas 21h30 será lançado um CD de José Campos e Sousa dedicado ao Santo Condestável e serão inaugurada uma exposição e apresentado um livro sobre o Santo Português e herói da independência nacional.


 


 


COLÓQUIO


 Nun'Álvares Condestável e Santo


 


 


Dia 4 – 18 horas


                Conferência Inaugural


                Academia Portuguesa da História


 


                Intervenções institucionais


                Prof. Doutor Aníbal Pinto de Castro (Universidade de Coimbra e Universidade Católica Portuguesa): “S. Nuno de Santa Maria, um místico da Igreja e da Pátria”


                              


                Dia 5 – 9.30 horas


Universidade Católica Portuguesa


 


                1º Painel – A conjuntura ibérica na transição do século XIV para o século XV


 


                Prof. Doutor Luís Adão da Fonseca (Universidade do Porto) - “A conjuntura Ibérica na transição do século XIV para o século XV”


 


                11.00 horas –Intervalo


 


                11.30 horas


 


                2º Painel – O Senhor temporal


 


                Profª. Doutora Manuela Mendonça (Universidade de Lisboa): “Nuno Álvares Pereira, um poder senhorial”


 


                Professor Doutor Padre Aires do Nascimento "O mosteiro do Carmo em Lisboa: um lugar de reencontro com S. Nuno de Santa Maria" .


 


                Dia 5 – 15.00 horas


 


                3º Painel – O estratega militar


 


                Gen. António Martins Barrento (Comissão Portuguesa de História Militar): “D. Nuno Álvares Pereira e a função militar”


 


                Prof. Doutor João Gouveia Monteiro (Universidade de Coimbra): “A estratégia e táctica militares na Europa do século XIV”


 


                16.30 horas


 


                4º Painel – O santo


 


                D. Carlos Moreira Azevedo, (Bispo Auxiliar de Lisboa e Universidade Católica Portuguesa) - “Santidade e política: a integridade do Condestável e carmelita”


 


                Profª. Doutora Margarida Garcez Ventura (Universidade Lisboa) - “Uma lâmpada de prata e muito mais. Testemunhos de D. Duarte sobre a santidade de Nuno Álvares Pereira”


 


18.00 horas - Sessão de encerramento com leitura de conclusões


 


 


 


Local das Sessões:


Auditório Cardeal Medeiros, no Edifício da Biblioteca João Paulo II da Universidade Católica Portuguesa.


 



 


A "Face Oculta" da III República

Ouvimos recorrentemente ser proferida de forma grandiloquente a expressão "ética republicana", designadamente nos discursos dos mais altos responsáveis do regime em que vivemos. No entanto, estes glosadores de Frei Tomás têm uma concepção muito própria da ética.

Como se tem visto nestes últimos dias, e com a devida salvaguarda da presunção de inocência, há quem pareça utilizar o sector empresarial do Estado e empresas ainda ligadas a este de forma criminosa, visando enriquecer rápida e vorazmente. Na verdade, não era verdadeiramente segredo para ninguém que a contratação pública de obras, prestação de serviços e até equipamentos militares tem sido uma das maiores vítimas da apregoada "ética republicana", mas é surpreendente ir constatando a aparente facilidade e desfaçatez com que se contorna ou mesmo viola a lei.

Quando são os responsáveis máximos de empresas estatais ou participadas do Estado, alguns deles em "pousio" da política, a darem estes exemplos, estamos conversados quanto à "ética republicana". É também este descalabro ético que tem de levar à reciclagem verdadeiramente mais urgente: a do regime serôdio em que vivemos.


 


Luís Barata


em Centenário da República (www.centenario -republica.blogspt.com)

República 'versus' monarquia


"Por volta de 1900, quase todos os direitos [femininos] estavam a ser conquistados, especialmente nos países protestantes. Não havia, no entanto, uma única juíza, política, generala ou empresária em toda a Europa. Curiosamente, a monarquia, uma das mais antigas instituições, permitia ocasionalmente que uma mulher estivesse acima de todos os homens. Em 1900, a mais famosa mulher no mundo inteiro era a rainha Vitória, que então celebrava o seu 63º ano no trono britânico."

 

Geoffrey Blainey, Uma Breve História do Século XX - Livros d' Hoje, 2009

 

Pedro Correia no Corta-fitas

 

 

Na imagem: rainha D. Maria II

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Regresso ao Futuro

Este cinco de Outubro de 2009 vai ficar no filme da História da República! Para além da insípida cerimónia nos Paços do Concelho de Lisboa, onde o milionário proprietário José Relvas proclamou o novo regime a umas dezenas de lisboetas, para além das flores da memória na base da estátua do tribuno carbonário António José de Almeida, que foi presidente, para além, este ano, do discurso nos jardins do palácio presidencial para que não ficassem dúvidas de que o presidente não apoiava nem Santana nem Costa, o que toda a gente já sabia, centenas de monárquicos, na sua maioria esmagadora abaixo dos trinta anos, vieram para a rua aos gritos compassados de vi- va-o rei e por –tu –gal, empunhando bandeiras azuis e brancas e T Shirts onde se lia “Eu quero um Rei. E tu?”


A repercussão, em todos os jornais e televisões, foi enorme. Na blogosfera enormíssima. Nunca, nesta III República, os monárquicos tinham tido uma tão grande visibilidade e tinham feito falar tão claramente na questão do regime. Para ser justo, devo dizer que esta acção da Causa Real foi antecedida, em pleno verão preguiçoso e ensolarado, pela colocação da bandeira da Monarquia derrubada pelo golpe revolucionário e anti - democrático de 1910, na varanda dos mesmíssimos Paços do Concelho de Lisboa, pelo atrevimento de um grupo independente, que se intitulou Dart Vader’s, a que se seguiram acções semelhantes que os secundaram, um  pouco por todo o País.


Quem se deu ao trabalho de ler o que se escreveu nos blogs, a propósito destes episódios e da ousadia de contestar o regime prestes a fazer cem anos (afinal, para alguns republicanos ilustres como o Dr. Mário Soares, parece que não deveriam ser bem cem anos, porque há que lhes subtrair os da ditadura militar e os dos Estado Novo, que rejeitam como república, o que daria pouco mais de meio século, não fosse o Estado republicano os contrariar celebrando oficialmente o centenário), ficou ciente dos argumentos utilizados pelos republicanos irritados, para contestar a Monarquia: os privilégios, a igualdade, a democracia e o “regresso ao passado”. Argumentos estafados em que ninguém de bom senso e letrado acredita, olhando o que se passa nas Monarquias europeias, tão ou mais democráticas do que a nossa república e muito mais desenvolvidas económica, social e culturalmente. E ficou ciente de que, para além de uma cassete estafada de cem anos, grande parte recorreu à ordinarice e ao insulto como armas em defesa da República, à boa maneira republicana aliás, como a leitura da imprensa do primeiro decénio do século XX e dos dezasseis anos seguintes, demonstram largamente.


Entre a colocação da bandeira na Câmara Municipal de Lisboa e o 5 de Outubro, decorreu entretanto a guerra, primeiro de meias palavras e depois de um discurso palavroso e incompreensível do actual “inquilino de Belém”, sobre eventual espionagem por parte do governo à presidência, que só veio dar razão a quem, há cem anos, contesta a independência e supra -partidarismo do presidente da República por força constitucional, quando esses altos magistrados do regime, têm origem nos partidos, são apoiados política e financeiramente pelos partidos nas suas candidaturas e actuam, uma vez eleitos, com o argumento da mesma origem de legitimidade eleitoral que o Parlamento, contra os governos que são de ideologia diferente, para tentar contrariar as suas opções políticas legitimadas pelo voto parlamentar. Este episódio é, aliás, e além do mais, o mais caricato argumento do mais caricato filme de espiões, em que nem os espiões são desvendados nem os espionados vencem a “potência” adversária e todos perdem, acabando a fita numa enorme gargalhada.


Quem não quer ver que esta República e os argumentos a seu favor ficaram uma vez mais feridos de morte, talvez se espante se um dia forem os seus presumíveis cidadãos a dizer basta. E, continuando no paralelismo cinematográfico, a dizer que querem “regressar ao futuro”. O filme já está em rodagem.


 


 João Mattos e Silva


 


 in Diário Digital


 

Um retrato cheio de história

O quadro que reproduzo neste artigo é um retrato a carvão de Dom Duarte Nuno de Bragança, desenhado pela minha bisavó, Valentina da Silva L...