quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ainda a política espectáculo


Como toda a gente que mora ou circula em Lisboa deve saber, a cidade está num estado miserável. Comatoso. À divisão das esquerdas, respondem as pretensas direitas com uma anunciada coligação. Saindo vencedora esta aposta, muito dificilmente conseguirá fazer pior do que tem feito, ainda que com razoável imprensa, o actual Presidente da edilidade. Por muito frágil que seja o Dr. Santana Lopes ou por muito inconsequente que seja o Dr. António Carlos Monteiro, o PSD e o CDS juntos podem fazer tremer o PS e a sua incompetência.


 


Estranho, por isso, que o que podia ser eventualmente uma boa ideia, seja totalmente desbaratado no afã de arrebanhar amplos consensos e de cativar as mais inconciliáveis forças vivas do que quer que seja. Tentar piscar os votos dos monárquicos e ao mesmo tempo incluir o PPM na dita coligação não é apenas patético. É antes uma profunda estupidez. Um insulto, mesmo.


 


Como esclarece a Real Associação de Lisboa, em comunicado, “Os promotores dessa candidatura incorreram num grave equívoco ao atribuir a essa representação política representatividade no que diz respeito ao ideário monárquico. Neste lamentável erro não cairão os verdadeiros monárquicos de Lisboa, conhecedores que são das motivações dos seus dirigentes e da sua actuação pública”.


 


É claro que dificilmente os monárquicos que tenham a coluna direita botarão o seu voto nesta coligação anedótica. Por um se perde. Por um se ganha. E somar para diminuir é obra! A única que provavelmente Santana Lopes e António Carlos Monteiro vão fazer juntos. Boa sorte!


 


Nuno Pombo no 31 da Armada 


1 comentário:

  1. Nunca como agora, quando a republica está prestes a "festejar" o seu 1º centenário, fez tanto sentido exigir que, pacificamente, seja dada aos Portugueses hipótese de escolher, hipótese que a Republica não concedeu à Monarquia, pondo-lhe o final bárbaro que conhecemos.
    A Republica teve cem anos para prestar provas e quando os aproveitou não foi nunca em favor de Portugal. A situação calamitosa a que se chegou, quer a nível social, quer a nível institucional, justificam plenamente o anseio de mudança.
    Contudo, para tal é essencial que não se criem equívocos que ponham em causa a seriedade do projecto.
    O pretendente que os Portugueses conhecem é o Senhor Dom Duarte. O resto é oportunismo de quem pretende tornar-se famous " e acabará por se tornar notorious "

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