Os republicanos convictos, que não são tantos como se julga, sobretudo os que se encontram instalados nas "comedorias" da República, encararam mal o facto de os monárquicos, para além de existirem, se manifestarem publicamente e não se remeterem àquilo que consideram o seu ambiente natural estereotipado, as touradas, os fados, o "social" onde exibissem bigodes de "pendurar balões", anéis de brasão e outros artefactos que a propaganda republicana lhes colou. Sobretudo, não levam à paciência que, quase cem anos passados sobre o 5 de Outubro de 1910, haja uma geração jovem que não se revê no regime que impuseram pelas armas de buiças, costas e carbonários concentrados na Rotunda e não tenham nomes e apelidos conotados com a "aristocracia", esse bicho-papão que tanto os assusta por pura ignorância. Isso, então, não levam à paciência. Porque,para eles, a Monarquia é coisa do passado, bafienta, regime de privilégios, de falta de liberdade, de democracia, de desigualdades sociais. E não adianta falar-lhes de países que são monarquias e onde tudo o que apontam à Monarquia é o negativo daquilo que dizem. Como o avestruz, metem a cabeça na areia.
O que esses republicanos quereriam é que as comemorações do centenário do regime republicano se desenrolasse na unanimidade dos louvores sem uma queixa, sem uma dúvida, sem qualquer manifestação contestatária. Mas não vai acontecer. Pode o Grão -Mestre da Maçonaria estrebuchar à vontade e chamar "pândegos" aos que, afoitamente, colocaram uma bandeira da Monarquia Constitucional na varanda onde foi proclamada a República e querer assim reduzir os monárquicos a esse epíteto, podem os frequentadores dos blogs insultar com a linguagem da estrebaria de onde vieram, podem os Moral desta história dizer alarvidades. Os monárquicos existem, estão de boa saúde física e mental e não se acomodam ao regime por um prato de lentilhas.
Hoje, também, Cascais acordou azul e branca. Sinal dos tempos. Sinal de que não nos calam. E cada dia que passa calarão menos. Portugal estará cada vez mais azul e branco.
Para ser mais preciso, diria que o "torcer de nariz" dos srs. republicanos, não passa de uma manifestação de despeitada impotência. É que para sermos realistas, os do bigode torcido são eles mesmos. Com chauffeur à espera, claro.
ResponderEliminarEm primeiro lugar,felicito -o pelo seu artigo.Posso garantir que nao é so em Lisboa e Cascais ,que os genuinos simbolos nacionais estao ao sabor do vento e do sol .Em vila Franca de Xira ,pelo menos uma bandeira azul e branca lembra quem lá passa,que estas sao as cores naturais da NAÇAO PORTUGUESA . VIVA PORTUGAL,VIVA A CASA DE BRAGANÇA.SAUDAÇOES MONARQUCAS
ResponderEliminarNão nos calam! Existimos! Somos jovens e sim, monárquicos. Não porque somos "tios" ou loucos, mas porque somos esclarecidos e as pessoas esclarecidas e que amam a liberdade não são uma prerrogativa da esquerda ou da república. Aliás, bem pelo contrário. Eu não me importo que eles existam.
ResponderEliminargostava de ver a bandeira da monarquia hasteada no mastro aocimo do parque eduardo vll.parabens e contem comigo.
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