terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A monarquia e a estabilidade política, um exemplo prático

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 O Presidente da República na Grécia é eleito pelo Parlamento e não através de sufrágio direto. Os nomes dos candidatos são propostos pelos partidos e o candidato tem de recolher a aprovação de pelo menos dois terços dos 300 deputados que compõem o plenário grego. Caso não consigam eleger um Presidente, há uma segunda volta em que um dos nomes tem de conseguir mais uma vez um mínimo de 200 votos. No entanto, se nem à segunda ronda for possível aprovar um dos nomes, há lugar a uma terceira ronda em que o número de votos exigidos baixa para 180.


Foi precisamente a falta de um consenso em torno do homem que iria sentar-se no Palácio Presidencial que deu origem à crise política e às eleições antecipadas que conduziram a coligação de esquerda radical ao poder.


Daqui

36 comentários:

  1. Boa tarde,

    E entende que o Duarte Nuno de Bragança é consensual? Ou eventualmente conseguia na melhor das hipóteses até 5% de votos? Entende que haveria condições para ele reinar? Ou nessa condição, o argumento prender-se-ia com o sangue que lhe corre nas veias... Nessa condição entenderia que ele deveria de ser imposto à força? Correndo-lhe ou não o sangue hereditário nas veias, conheço muitos monárquicos que jamais o quereriam no trono...
    Na Grécia a esquerda radical subiu ao poder porque os gregos ficaram fartos e "arruinados" com as duas dinastias que os governaram e roubaram... A dinastia do Pasok e da ND ... Os gregos quiseram foi tirar legitimidade a essa gente que teve poder como se de uma monarquia se tratasse, a governar uma República...
    Qualquer partido que fosse alternativa aos dois anteriores ganharia as eleições... Por acaso foi a esquerda radical, mas poderia ter sido a direita radical...
    Portanto, dinastias quer em República quer em Monarquia constituídas por gente do sul da Europa, corrupta, sem qualidade e sem escrúpulos, só pode dar problemas. Ou menos na República, como temos sufrágios periódicos, podemos por toda essa escumalha na rua. E foi o que aconteceu na Grécia.
    Na Monarquia evoca-se, a continuidade, o consenso, o sangue e, sabe-se lá o quê mais para a perpetuação do poder. E, com estes argumentos só saem através de uma revolução, porque referendos não existem. Veja o que se passou em Espanha recentemente... Compreendo sempre o argumento das Monarquias da Escandinávia, mas então e Marrocos? Como conheço bem Marrocos, gostaria que opinasse sobre a qualidade daquela Monarquia e, como vive o rei, que tem dois palácios em cada cidade, vivendo como se estivessem na Idade Média...

    Saudações

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    1. Olá caro amigo,
      Vamos por pontos para facilitar.

      Ponto -1 “E entende que o Duarte Nuno de Bragança é consensual? Ou eventualmente conseguia na melhor das hipóteses até 5% de votos?”

      A principal luta da causa Monárquica em Portugal prende-se primeiramente com o aspecto da abolição do artigo 288.º, alínea b), da Constituição da República Portuguesa que constitui uma diminuição intolerável da democracia ao impor, como única forma de governo, o republicanismo. Queremos para já ter o direito de fazer um referendo aos Portugueses sobre se aceitariam ou não voltar à Monarquia.

      Ponto-2 “Entende que haveria condições para ele reinar? Ou nessa condição, o argumento prender-se-ia com o sangue que lhe corre nas veias... Nessa condição entenderia que ele deveria de ser imposto à força?”

      Sim entendemos, nós acreditamos e queremos o melhor para Portugal, logo achamos que a Monarquia é o caminho certo. Não estamos aqui só para sermos diferentes ou chatear republicanos…

      A Monarquia baseia-se exatamente no aspecto da hereditariedade, logo sim o argumento prende-se com o sangue que lhe corre nas veias.

      À força? Não, claro que não, isso é ridículo. Volto a referir a nossa luta pelo referendo…

      Ponto-3 “Correndo-lhe ou não o sangue hereditário nas veias, conheço muitos monárquicos que jamais o quereriam no trono...”

      Boatos existem em todas as Monarquias, veja o caso da suposta ilegitimidade da Rainha Victória de Inglaterra, mas enfim vozes de burro não chegam ao céu…

      Conhece assim tantos monárquicos e está tão mal elucidado sobre a Monarquia? Estranho. Os seus conhecidos monárquicos estão no direito de apoiar o herdeiro que acharem certo.

      Ponto 4 - “Na Grécia a esquerda radical subiu ao poder porque os gregos ficaram fartos e "arruinados" com as duas dinastias que os governaram e roubaram... A dinastia do Pasok e da ND ... Os gregos quiseram foi tirar legitimidade a essa gente que teve poder como se de uma monarquia se tratasse, a governar uma República...
      Qualquer partido que fosse alternativa aos dois anteriores ganharia as eleições... Por acaso foi a esquerda radical, mas poderia ter sido a direita radical...”

      Esses aspectos, caro amigo são na verdade referentes a Repúblicas e não a Monarquias, uma vez que esses partidos foram eleitos em regime republicano. Os abusos que fala são também referentes a Repúblicas com a sua consequente corrupção e abuso de poder.

      Tenho cá para mim que o senhor confunde os termos dinastias com ditaduras, não? Ditadura é um aspecto republicano pois verificam-se em Repúblicas, veja o caso em Portugal com o Salazarismo… O que o senhor está a confundir são Monarquias absolutistas em que o Rei tem o poder total. Não é isso que pretendemos mas sim uma Monarquia constitucional. Existe um parlamento e existe um rei simultâneamente. Essas Monarquias feudais a que se refere (penso eu?) são Monarquias ultrapassadas e injustas e nenhum monárquico no seu perfeito juízo em Portugal concorda com elas. Na Europa por exemplo as Monarquias existentes são constitucionais e não absolutistas. Voilá, o melhor dos dois mundos!

      Ponto 5 - “Portanto, dinastias quer em República quer em Monarquia constituídas por gente do sul da Europa, corrupta, sem qualidade e sem escrúpulos, só pode dar problemas. Ou menos na República, como temos sufrágios periódicos, podemos por toda essa escumalha na rua. E foi o que aconteceu na Grécia.”

      Dinastias em Repúblicas? Lá esta novamente a confusão…

      Gente do sul da europa? Lamento mas não tenho essa visão racista mas concordo que existem povos mal governados, em Portugal, por exemplo, desde 1910.

      Sim temos sufrágios periódicos. Vivemos há décadas numa “ditadura” bipartidária… Ora entra PS e sai PSD ou vice-versa e assim correm os anos e consequentes abusos em Portugal. As pessoas vivem na ilusão que são eles quem elegem os Primeiros-Ministros e Presidentes quando na verdade votam apenas nas pessoas que os partidos l

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    2. Ponto 6 – “Na Monarquia evoca-se, a continuidade, o consenso, o sangue e, sabe-se lá o quê mais para a perpetuação do poder. E, com estes argumentos só saem através de uma revolução, porque referendos não existem. Veja o que se passou em Espanha recentemente... Compreendo sempre o argumento das Monarquias da Escandinávia, mas então e Marrocos? Como conheço bem Marrocos, gostaria que opinasse sobre a qualidade daquela Monarquia e, como vive o rei, que tem dois palácios em cada cidade, vivendo como se estivessem na Idade Média...

      Sim na Monarquia evoca-se todos esses valores. São todos valores correctos e justos não lhe parecem? Não se esqueça que um Presidente trabalha num termo de 4 anos enquanto um Rei para a vida. É sempre preferível uma visão a longo prazo do que soluções do “desenrasque” a curto prazo.

      Na verdade “esses argumentos” em Portugal, só caíram através de um crime hediondo no ano de 1908 com o regicídio. A República instaura-se assim à força, com uso de violência e assassinato, sem referendo à população.

      A revolução aconteceu em 25 de Abril 1974 quando a população se fartou da 2ª República, mais conhecida pelo “Salazarismo” ainda que, nessa altura liderada por Marcelo Caetano e a trocou pela República “das bananas” actual, mas isso como vê são “guerrinhas” entre Repúblicas e republicanos.

      Pelos visto em Portugal também não nos deixam fazer o referendo como já lho mencionei.

      A Monarquia Marroquina é daquelas tais Monarquias que falámos ali em cima, certo? Daquelas que ninguém concorda, nem mesmo nós monárquicos que almejamos uma Monarquia Constitucional.

      Pronto penso que está tudo esclarecido.

      Tudo de bom amigo,

      João Ribeiro

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    3. Caríssimo,

      Vamos também por partes para tentar justificar as suas dúvidas,

      Ponto 1. Conhece alguma monarquia que referende se os seus concidadãos pretendem ou não a república? Pessoalmente não e, até achei curioso, não se ter referido à passagem do último testemunho em Espanha… Não me lembro do rei Juan Carlos ter proposto um referendo para saber se os espanhóis preferiam ter uma república… Lembro-me sim haver republicados nas “portas del sol” a manifestarem-se para esse propósito. Resultado, o Filipe, filho de Juan Carlos, lá se transformou em rei. Lição nº 1, o poder nunca se cede, mas conquista-se. Aliás foi assim com os republicanos mas também com os monárquicos na alvorada dos tempos…

      Ponto 2. Entende que 8 séculos de monarquia deixaram o nosso povo feliz e próspero? Ou apenas engordaram meia-dúzia de famílias? Entende que se um individuo bestial tiver um filho idiota e devasso também deva ser considerado bestial? Pessoalmente entendo que não… A hereditariedade é uma forma de introduzir a zoologia na política. Uma forma muito subtil de se convencer alguém que essa deve de ser a continuidade e, para quê? Para perpetuar o poder, nada mais… A força, somente não a aplica, porque a V. luta não tem expressão… Lição nº 2, a hereditariedade deve ser entendida aquando da passagem dos genes durante a formação de um novo individuo, e olhe que sei bem o que estou a afirmar, não no seu comportamento ou na política.

      Ponto 3. Espero que não tenha afirmado que as monarquias estão baseadas em boatos… Mas repare vivemos numa república e não numa monarquia… A ilegitimidade da rainha Vitória não me pronuncio porque penso que não efectuou o teste do ADN… Portanto, cada um fica a pensar o que muito bem entender. Não quero ser deselegante com o Duarte Nuno, mas é recorrente haver monárquicos que por exemplo preferiam para herdeiro um tal de “Duque de Loulé” que não sei quem é a figura… Lição nº3 , concordo que nem vozes de burro nem de cavalo chegam ao céu… Mas como acredita na hereditariedade para tudo, talvez vozes de mula cheguem ao céu…

      Ponto 4. Caro cavalheiro, viu o filme referente ao “carteiro de Pablo Neruda ”? “Metáforas”… Lembra-se? Para manter o poder, vale tudo… Uns chamam-lhe dinastia, porque é fino, aristocrático e romântico… Outros, ditadura. Porque na verdade a lógica é sempre manter o poder a todo o custo. O salazarismo foi a consequência de um brilhante reinado do “Dom Carlos”, com o país cheio de fome, bancarrotas, ultimatos e bandalheira à mistura… Depois veio a república com as liberdades excessivas e aí surgiu Salazar para pôr tudo na ordem. Repare, sou republicano, anti-salazarista, democrático e laico… A história deve de ser entendida com realidade e não ao sabor do que nos dá mais jeito… Porventura existem no mundo eventualmente 3-4 monarquias fantásticas (Noruega, Suécia, Dinamarca e Holanda), o resto é para esquecer. Conforme há na europa também boas repúblicas (Finlândia, Alemanha, França, etc.). Lição nº 4, o ditador Franco impôs a monarquia em Espanha. É caso para dizer que se juntou a fome com a vontade de comer… Embora a Espanha seja um caso à parte… Então não se pronuncia sobre essa estranha passagem de testemunho, ou como se passou a ter uma monarquia, está tudo bem…

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    4. Ponto 5. Sim, dinastias em Repúblicas… Então mas não sabe que no Pasok e na ND foram famílias que governaram a Grécia ou anda distraído? Racista ou realista? Quando houve sempre as mesmas famílias a mamar o país entende que fomos bem governados? Em 1910, havia fome, 5% da população era alfabetizada (na suécia o analfabetismo era residual) e o país era uma autêntica tristeza em atraso… Prefiro uma ditadura bipartidária do que serem sempre os mesmos a representar o país, sabe-se lá porquê… É a filosofia de nascer com direitos adquiridos… Lição nº 5, é preferível este sistema do que uma família de Doms ” a governarem-nos sabe-se lá porquê… A chamada prisão perpétua…


      Ponto 6. Caro cavalheiro, o que é para si justiça ou valores de justiça? Pessoalmente compreendo que se alguém tem um ascendente barão, queira instaurada a monarquia porque, como até os títulos são hereditários, essa pessoa tem vantagens inequívocas na sociedade… Pode ser um nabo, mas é barão com o título herdado do pai (um zé ninguém importante porque é “filho do pai”)… É compreensível alguém que não se consegue impor pela intelectualidade ou outros princípios/valores, puxe pelos galões do sangue, ou seja um autêntico non-sense ”… A questão que lhe coloco é se é justo na e para a sociedade? Conforme calcula, a aristocracia promove a desigualdade e a segregação entre as pessoas. Muitos dos descendentes da actual aristocracia europeia nada mais fizeram do que serem playboys (veja o Carlos de uk ), maus exemplos e nada de útil na sociedade, apenas cortaram fitas e nunca prescindiram do seu bem-estar em prol dos concidadãos. A acontecer o contrário foram casos muito pontuais…
      A actual república, com todos os defeitos que terá, não é mais nem menos das bananas que a monarquia do rei D. Carlos. Houve um regicídio condenável, claro que sim, porventura com menor violência que na era de D. Afonso Henriques, quando se impôs à força como rei. Portanto nenhum regime está isento de sangue e violência…
      Alguma da monarquia europeia evoluída tenta apresentar, na actualidade, uma boa imagem porque já entendeu que, se assim não for, rapidamente são postos de lado. Apesar de tudo, a arrogância, mania da superioridade, entre muitos outros adjectivos aristocráticos continuam na mente desta gente, não fosse o cérebro irrigado com o tal sangue hereditário… Lição nº 6, podemos ter os bigodes afiados, falar tipo “Teixeira da Cunha - Herman José”, frequentar lugares de elite, etc., etc., etc., embora quando se é um nabo, podemos tapar o sol com a peneira, mas continua-se um nabo e de nabo não se passará na República. Na monarquia, os nabos são transformados em nabiças ou em muitos outros casos em “brincos de princesa”…

      Saudações republicanas

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    5. Bom dia,
      Então uma vez mais…

      Ponto 1 – Relativamente à passagem do testemunho do Rei Juan Carlos para o filho, nada a afirmar aí uma vez que vivem em Monarquia… Não fizeram o tal referendo mas lembro-me que na altura as estatísticas afirmavam que a maioria escolheria a Monarquia. Ainda assim quem lhe disse a si que acho correcto não o fazerem? Para mim que sou um tipo imparcial quando de trata de querer o melhor para o meu País, penso que seria justo de 10 em 10 ou 20 em 20 se referendar o assunto, tanto em Monarquia ou em República. Mais do que o sistema vigente, é a vontade do povo que deverá impor. Sabe que numa Monarquia Constitucional o povo também vota no Governo? Já agora, foi um Rei que nos deu a Carta Constitucional (os princípios básicos do que viria mais tarde ser o republicanismo) e foi um Rei que permitiu a criação do Partido Republicano com D. Pedro IV e D. Luís I respectivamente.

      Ponto2 – Calma amigo vamos ter de nos contextualizar à época mas ainda assim foi em Monarquia que tivemos a nossa época áurea. O que não se admite é em pleno séc. XXI cometer-se erros de governação e roubos públicos dignos de séculos passados quando as mentalidades eram obviamente outras. Diz que em Monarquia apenas se engordam meia-dúzia famílias. A hipocrisia da sua afirmação é enorme. Como se não conhecesse o que se passa na nossa República… É caso para se dizer, grande piada! Nem vou começar por nomear os Srs. Primeiro – Ministros e Presidentes que têm sugado o nosso País no nosso tempo! Já que mencionou o caso espanhol também acho “curioso” não ter mencionado que Filipe proibiu membros da família real de terem cargos públicos, aliás como em todas as Monarquias constitucionais deveria acontecer, na minha opinião. O amigo continua a ver a Monarquia no aspecto feudal e ultrapassado. Saiba o Sr. que se o herdeiro não se acha apto a “reinar” é substituído pelo próximo. Isto já aconteceu no passado, por exemplo, quando D. Pedro II toma o lugar do irmão D. Afonso VI por inabilidade deste. Além disso, penso que herdeiros que nascem e são desde logo preparados para reinar farão melhor trabalho que um Presidente que está mais preocupado nos seus 4 anos de poder em pagar os favores aos amigos que o apoiaram ou em arranjar “jobs for the boys”. A força não se aplica porque isso é ridículo. Porquê a insistência num aspecto que já o esclareci? Você resolve tudo pela força é? Por favor…

      Ponto3 – Espera bem porque não foi isso que escrevi, aliás está bem explícito o que escrevi… Antes de responder seja ao que for tem leia correctamente o que foi escrito senão corre o risco de sair asneira. Com isto deixo o Ponto3 por aqui. Fiquei com a sensação que o amigo rascunhou umas baboseiras apenas para não me deixar sem resposta, mesmo sem existir qualquer nexo na sua resposta.

      Ponto4- Sim vi o filme, é engraçado mas não achei um “filmaço”. São gostos mas sim sei o que são metáforas. Pronto, pronto eu acredito que não foi erro e não confundiu os termos... Antes de falar mal do reinado de D. Carlos, leia a sua história, conheça a política internacional da época, as intrigas alemã, espanhola, inglesa, francesa para nos roubarem as colónias africanas, enfim. Conheça toda a teia diplomática tecida por D. Carlos e diga-me então se foi assim tão mau Rei quanto isso. Perante um ambiente completamente austero aquele que ficou conhecido como o “diplomata”, não sendo perfeito, fez o melhor que pode. Além de todo o maquiavelismo internacional não se esqueça que o partido republicano andava desde à muito a conspirar dentro de fronteiras. Pois então meu amigo se é assim tão democrático ponha de parte o seu antimonarquismo e imparcialmente leia a história deste grande Rei até porque faz parte da história do seu País. Atenção, eu concluo que não sabe grande coisa acerca da vida de D. Carlos, pela sua afirmação injusta que demonstra realmente que não sabe o que deveria saber. Desculpe, “depois veio a república com as suas liberdades excessivas”? Chamar a golpes, atentados, assassinatos e violência, liberdades excessiv

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    6. Acho que deveria interiorizar aquilo que escreve, “ A história deve ser entendida como realidade e não ao sabor do que nos dá mais jeito”. Não o teria dito melhor! Amigo esqueceu-se com certeza da Monarquia de Inglaterra e do Japão, grandes exemplos de Monarquias Constitucionais. Sim também existem boas Repúblicas, 3 ou 4 e mesmo assim duas dessas, EUA e Alemanha são obsessivamente imperialistas e capitalistas que tentam a todo o custo “mandar” no mundo. O resto é para “esquecer”, ditaduras comunistas etc... Com o exemplo do Franco não sei o que pretende… Que ele próprio chegou à conclusão que a Monarquia seria realmente o melhor regime para o seu País? Pois, talvez, não sei. Sei que o inverso se passou em Portugal e o resultado tem sido o que se vê. Passámos em 1910 de uma Monarquia para uma República militar caótica e violenta.

      Ponto5 – Se os partidos PASOK e ND eram famílias não o sei mas sei que em nada têm relacionado com a Monarquia. Isso são assuntos da República Grega, certo? Racista, claramente e denoto uma grande falta de autoestima uma vez que se refere aos “povos do sul” como inferiores incluindo o seu próprio País e consequentemente a si próprio. Adiante. Caro amigo na Suécia vive-se e vivia-se em 1910 em regime de Monarquia e a Suécia não viu o seu País a ser dividido pelas potências mundiais na era colonial como aconteceu com Portugal que se viu a braços com dificuldades extremas para manter a integridade das suas colónias e consequente endividamento. Além de que em 1910 já a República se tinha instalado e com ela as desgraças e descrédito que precedem as mudanças de regime, especialmente se tivermos em atenção a época a que nos referimos. Por essa época a Monarquia em Portugal vinha a cair em descrédito pelos joguetes políticos e traiçoeiros da carbonária e republicanos. Aliás esse tipo de “jogadas de bastidores” haveria de ficar para sempre intrínseca no ADN do republicanismo. Também agora acho curioso não ter mencionado os níveis de alfabetização e modernização no País no tempo de Salazar… Mas ainda não percebeu que são sempre os mesmos a representar o País na sua querida República? Pelo menos com a Monarquia teremos a certeza que o Rei fará o seu melhor porque é o fruto do seu trabalho que irá deixar ao seu filho. Quem não quer deixar o melhor para os seus filhos? Um Presidente pode pretender apenas encher a sua conta bancária enquanto pode, infelizmente. Um Rei está no topo porque lhe é intrínseco, não precisa de saltar por cima de ninguém para lá estar.

      Ponto6- O sr. tem realmente a visão de uma Monarquia Constitucional como se de uma Monarquia medieval se tratasse. Ter ascendente aristocrático hoje em dia numa Monarquia Constitucional não tem mais valor do que o orgulho no seu título e nome. Como já lhe referi o Filipe de Espanha proibiu os membros da família real de terem cargos públicos, é um bom princípio não acha? Em Portugal mesmo nos tempos idos quantos membros da aristocracia viviam na miséria e pobreza? Inúmeros! Ter um nome ou título pomposo não lhe dá o direito de viver acima dos outros se não trabalhar para isso. O Sr. está preso à ideia da Monarquia medieval, é o seu grande problema. Não se esqueça que em Monarquia Constitucional o Rei reina, não governa e as ideias, sugestões, encaminhamentos e decisões são aprovados pelo Governo ou não. É decididamente o melhor dos dois mundos para quem quiser abrir os olhos. Por favor, não me faça rir… Quer gente mais corrupta, carregada de playboys como diz, snobismo etc do que a elite política e burguesa da República? Por favor não seja parcial a esse ponto que chega a ser cegueira. Não queira comparar a época de D. Carlos com a época em que vivemos. As suas dificuldades, barreiras e obstáculos foram incontáveis, mais uma vez leia a sua história. Se me vai dizer que conhece a história de D. Carlos, não vou acreditar pelas provas de que me tem dado de injustiça perante esse grande vulto do nosso passado. Qualquer republicano que se preze e conheça a sua história sabe dar o devido valor a este Rei. O sr. parece que vê estes reis

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    7. Meu amigo eram outras épocas pare de julgar os acontecimentos de séculos passados como se fossem actos acontecidos na semana passada. A Monarquia europeia tem evoluído sim, porque parar é morrer, certo? O Sr. também é vidente? Sabe o que se passa dentro das cabeças dessas pessoas? São eles que se sentem superiores ou é o Sr. que se sente inferior? Eu olho para os membros das variadas casas reais e não sinto superioridade da sua parte, não mais nem menos do que aquela que sinto nos vários Presidentes ou Primeiro- Ministros por essa Europa fora. Algum trauma que o faça sentir inferior amigo? Resolva isso. Uma pessoa resolvida consigo mesmo vê as coisas com outros olhos. Entretanto fala de agricultura mas eu fico-me por aqui.

      Saudações Monárquicas,

      João Ribeiro

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    8. Caro cavalheiro,

      Sejamos elegantes e correctos e, começo por lhe confidenciar, que o meu comentário a este blogue está longe de ser provocador, embora os artigos que escrevem sejam um pouco medievais e de quem entende a monarquia somente com virtudes incomensuráveis… E talvez por isso o tenha comentado…

      Tudo o que escreveu, não me impressiona e, dá para perceber, que faz a leitura da história que mais lhe convém. Por exemplo, diz que os atuais políticos são corruptos, esquecendo-se dos políticos do reinado de D. Carlos e anteriores… Nunca comenta a corrupção que envolveu a filha do Juan Carlos em pleno séc. XXI… Para umas coisas diz que em séculos passados era assim que se pensava e governava, embora nunca aceite de todo o acto bárbaro dos republicanos relativo ao regicídio (tb eram outros tempos); sem no entanto nunca comentar o celebre processo dos Távoras e/ou da Inquisição em plenos regimes monárquicos onde a barbárie atingiu níveis de horror nunca vistos em Portugal… Depois esquece-se que a única diferença com o actual regime é somente ter-se um rei em vez de um presidente; os partidos políticos seriam eventualmente os mesmos (desde que houvesse verdadeira democracia), até porque um rei não governa mas reina. Portanto, a única diferença seria a existência de uma corte de privilegiados, onde o rei teria sempre uma mãozinha. Mas se pensar que agora isso tb acontece, talvez até concorde consigo, embora durma descansado porque sei que o Cavaco Silva irá mesmo embora e terá de dar o lugar a outro. Num reinado isso só acontece em contos de fadas… Tb afirma que em Espanha as estatísticas dão a monarquia como certa, mas não é sensato ao ponto de entender que aqui a monarquia não tem expressão. Mas se em Espanha não faz sentido o referendo, porquê em Portugal?
      Depois estou-me nas tintas para as ex. colónias, por um motivo muito simples, entendo que as mesmas só estiveram verdadeiramente ao serviço do nosso povo quando foi preciso um contingente de gente para a guerra. Antes engordaram, como sempre, meia-dúzia de barrigudos. Pode entender a expansão como um acto de bravura, coragem e evangelização. Pessoalmente, entendo que a expansão foi a forma hábil de ir pilhar outros povos, nada mais. Primeiros os mouros no norte de África, depois a costa africana e mais tarde a Índia e costa da América do sul. Portanto, uma vez mais tudo se resume a pilhagem e poder, nada mais…
      E este é o principal problema, o Portugal do auge que V. Exa. evoca, apenas engordou meia-dúzia de famílias barrigudas, nunca verdadeiramente o nosso povo, que volto a lembrar, na revolução republicada apenas 5% era alfabetizado, sempre dos mais atrasados da Europa. Não sou saudosista e entendo que fomos o que fomos, embora tb tenhamos de atender ao período dos muçulmanos, romanos e visigodos…
      Em suma, nunca vi uma única vantagem com a monarquia, repare, até se pode perder a independência como aconteceu com os Filipes, mas não com uma república. Apenas um grupo de pessoas que querem perpetuar o poder à custa do caruncho de brasões e hábitos (que como afirma tb tiveram o seu tempo) e agora não fazem mais sentido. Por outro lado, nunca tivemos elite de qualidade… E talvez esse seja o problema de sempre… Quem quer mandar, tem de saber mandar…
      Abro uma excepção, se fosse norueguês ou sueco não questionava a monarquia. Sabe, aquilo é uma gente diferente, bem formada, trabalhadora, solidária e honesta. Pode achar que sou racista, embora seja português, mas a diferença é que consigo entender bem os nossos erros, defeitos e manias. Aqui somos todos ladrões, desde republicanos a monárquicos.
      A revolução republicana não foi um acto de barbárie, mas o desespero de muita fome, muita desigualdade e muita arrogância à mistura. Os reis suecos, por exe., no séc. XIX adaptaram-se aos novos tempos e perceberam que todos eram filhos de um mesmo Deus. Aqui as diferenças agudizaram-se. Comparar as diferenças sociais daquela época com as de hoje é mais uma piada medieval. Naquela altura, quem era filho de um camponês, ficava c

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    9. Por fim, gostaria de lhe relembrar um princípio. Independentemente das suas origens, um ser humano bem formado tem de atender sempre à forma como vivem os seus concidadãos. Por exemplo, se alguém viveu bem no período salazarista, tem de ter os horizontes rasgados e perceber se os seus concidadãos viviam ou não bem! Não entender este princípio e somente olhar para o seu umbigo é ser-se obtuso… Se alguma vez tivesse verificado que o nosso povo (a base de uma nação) vivia ou viveu bem, talvez nunca tivesse questionado o regime monárquico. E, conforme tem consciência, fomos sempre um povo mal governado e mal-amado por quem detinha o poder…

      Bem haja!

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    10. Boa tarde,

      O Sr. tem sido tudo menos elegante. Do que o vi até então tem feito comentários neste blog num tom ofensivo e completamente desagradável. Os artigos que expomos são os que nos dizem respeito, quem não gosta não coma, como se costuma dizer. Eu por exemplo não perco o meu tempo em blogues republicanos a fazer comentários desagradáveis.

      O que o Sr. tem escrito tão pouco me tem impressionado, na verdade é sempre mais do mesmo. Também aos meus olhos a sua leitura da história é parcial. Ora vejamos. Os políticos de que tenho conhecimento de corrupção aquando da nossa moribunda Monarquia foram precisamente esses que trabalharam pelo fim da mesma. Mais uma vez entenda a política internacional no reinado de D. Carlos, filho daquele que ficou conhecido como o “Popular” e sobrinho do “Bem-amado”. Este Rei reina num período de grande instabilidade internacional. Quando a Alemanha tenta impor-se como a potência marítima hegemónica contrariando a supremacia da Inglaterra, a balança de poder pende e as grandes potências entram em conflito. Os países mais pequenos são arrastados para o conflito. Foi o que aconteceu com Portugal. Mais tarde todo este atropelo de interesses culminou na primeira Grande Guerra Mundial, já com a República instaurada em Portugal. Como pode verificar não foi fácil o reinado de D. Carlos, como aliás já lhe tinha explicado… Não falaremos dos casos de corrupção aquando da instauração da 1ª República porque isso daria muito “pano para mangas”… Quando lhe mencionei que Filipe de Espanha adoptou a tal medida em que proíbe membros da casa real de terem cargos públicos, esperava que soubesse que foi precisamente pelo caso que envolveu o seu cunhado. Pela mesma razão nunca mencionei nomes ou casos específicos de corrupção que envolvem os nossos políticos mas conhece, pelo menos, o mais recente caso do nosso ex Primeiro-Ministro José Sócrates. No entanto, fora os namoros e caçadas de Juan Carlos, não tenho conhecimento de outros casos de corrupção de membros da casa real espanhola enquanto aqui na nossa República não faltam...

      Todo e qualquer Monárquico considera os casos que exemplificou de bárbaros. Ficaram precisamente para a história pelo facto de serem bárbaros. No entanto foram casos que apesar de terem acontecido na vigência de um regime Monárquico (absolutista), pertenciam á esfera do sistema de justiça da altura. Penso não seria muito diferente por essa Europa fora, embora no caso da Inquisição tivesse mais repercussão em Portugal e Espanha do que no resto da Europa devido à maior quantidade de minorias nestes Países. Tendo em conta que na Europa na altura não havia outro regime que não fosse a Monarquia, não existe portanto termo de comparação. Por outro lado já em pleno século XX também a censura, a PIDE e demais torturas do regime ficaram para a história pela sua injustiça e barbaridade.

      A grande diferença de uma Monarquia Constitucional perante a República é precisamente o facto de não existir uma “corte de privilegiados”, como lhe chama. O Rei como independente não sobe ao poder graças a partidos nem a grupos económicos que suportam os partidos, logo não tem que sustentar ninguém. O Rei não é do PSD ou do PS e não vai tomar decisões ou ajudar a tomar decisões que beneficiem o seu partido porque simplesmente não o tem. Também não vai beneficiar este ou aquele credor que lhe financiou a campanha eleitoral etc.. Um Rei tem uma visão a longo prazo e vê para além dos partidos e interesses mesquinhos que infelizmente acompanham os representantes desses partidos. Com um Rei o Primeiro-Ministro não pode cometer erros e esperar apoio ou protecção do “compincha” que está no topo porque são do mesmo partido, ou, por outro lado não vê as suas medidas criticadas devido ao Presidente não ser do mesmo partido. Sem um Rei a classe política, deputados etc não têm quem lhes aponte o dedo. O resultado são os privilégios e abusos que conhecemos. Eles (políticos) protegem-se uns aos outros porque não têm ninguém independente que os vigie ou controle. Um Rei está no top

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    11. O Rei está à frente nos bons e maus momentos, um Presidente quando as coisas correm para o torto sai da presidência e entra como gestor numa qualquer fundação ou empresa de fantochada e fica a ganhar 2 ou 3 reformas milionárias em simultâneo. Em Monarquia suportamos 3, 4 membros da família real, na República quantas reformas milionárias de ex-Presidentes suportamos simultâneamente? Sabe também com certeza que o nosso Presidente da República custa-nos mais do que a família real espanhola inteira em Espanha? Estas são as grandes diferenças de um e outro regime.

      Como já tinha afirmado sou a favor dos referendos tanto para um lado como para o outro por isso não entendo o porquê de voltar a este assunto…

      O Sr. mistura Descobrimentos com Colonialismo como se fossem sinónimos, enfim... Falemos então dos Descobrimentos, penso que é a isso que se refere. A “meia dúzia de barrigudos” de que fala são na verdade membros da classe comerciante a Burguesia, uma classe popular. Foi precisamente a classe burguesa que financiou os Descobrimentos e que beneficiou dos mesmos. A Nobreza como é óbvio retirou os devidos dividendos pelos feitos militares mas no trato do comércio, além do Rei e por Rei, entenda-se os cofres do Estado, foi precisamente a Burguesia quem mais se engrandeceu com os Descobrimentos. Com a ascensão da Burguesia decai o poder da aristocracia, por isso não é bem assim como pinta a coisa... A sua visão dos Descobrimentos é sem surpresa, completamente descontextualizada e descabida. O Sr. não consegue ver acontecimentos de há 600/500 anos sem o devido distanciamento e sem os preconceitos do século XXI. Como se naquela altura se tivéssemos um Presidente os Descobrimentos nunca se tivessem dado porque seria bárbaro para os povos ou porque ia contra os direitos humanos...Não consigo evitar uma visão caricata que me vem à mente. Imagino um debate entre duas mesas, República versus Monarquia respectivamente. Você seria aquela pessoa que os seus colegas mandariam sentar sempre que se levantasse para falar, pois iria certamente envergonhá-los. O Sr. não me parece republicano ou coisa que o valha, é sim anti-história se é que o termo existe. Odeia o seu passado, odeia o seu povo e sente-se inferior. Quem odeia o seu passado é como se odiasse a si próprio. Lá está novamente a minha suspeita de que isto na verdade não é uma luta contra a Monarquia mas sim uma luta contra si próprio. Embirrou” com a Monarquia mas poderia muito bem ter sido outro assunto qualquer. Psicologia barata ou terá algum fundo de verdade? Os Portugueses ao contrário de tantos outros povos não necessitaram de inventar Deuses e semideuses na sua origem para se sentirem maiores. Orgulhosamente aceitamos os nossos heróis de carne e osso com os seus defeitos e virtudes. Viriato, D. Afonso Henriques e tantos outros. Também não me parece que os seus amigos nórdicos tenham vergonha nos seus antepassados vikings porque eram violentos...

      Por favor de novo os 5%? Se não tem novos argumentos penso que já escreveu tudo o que tinha a escrever. Não é por os repetir vezes sem conta que me vai fazer concordar. Além disso obriga-me a mim a repetir as respostas, o que se torna cansativo... Informe-se sobre os níveis de alfabetização e pobreza em Portugal na altura de Salazar e não me responda que foi herança do reinado de D. Carlos, porque falo por alturas do final do regime. Sobre o reinado de D. Carlos, leia os comentários anteriores.
      A julgar pelo tempo que passa em blogues monárquicos o Sr. pode não ver as vantagens da Monarquia mas que a Monarquia o fascina, fascina. O que aconteceu com os Filipes foi como sempre um acto desprezível por parte de “nuestros hermanos” com o seu constante imperialismo de controlar toda a Península Ibérica. Não interessa as vezes que os derrotemos, voltam sempre. Pois bem, com toda a nata da nobreza perdida em Alcácer Quibir, eramos um fruto maduro pronto a colhêr. Graças a D. João IV restaurámos o que é nosso. Já agora sabia que o projecto que levou Franco ao generalato foi precisamente o que consistia em

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    12. Não se concretizou porque a Alemanha não deu luz verde. Talvez também porque tivesse receio do elevado número de ex-combatentes do ultramar que sabiam manejar uma arma em Portugal. Pois é, amigos, amigos... Isto para lhe dizer que a afirmação “em Repúblicas não se pode perder independência” é decididamente a frase do ano, no sentido irónico claro. Quantos países foram invadidos pela Alemanha, pela Rússia e outros demais exemplos pelo mundo fora. Olhe a Crimeia sob posse da Rússia actualmente. Adiante, “Naquela altura, quem era filho de um camponês, ficava camponês para toda a vida.” Por momentos pensei que se referia ao tempo de Salazar...

      O Sr. tem de deixar de confundir o que era a Monarquia medieval com a que pretendemos hoje em dia. Vê os séculos passados sem o devido distanciamento com os olhos carregados de preconceitos contemporâneos. Por essa razão acha que fomos sempre mal governados, quando na realidade tivemos excelentes Reis. Alguns até visionários para a época. Não o foram todos mas muitos foram-no. Não havia Repúblicas, pelo menos até perto de 1800, logo não havia termo de comparação, as coisas eram assim porque as mentalidades simplesmente não eram as mesmas que as actuais. Eram outros tempos Enfim já lhe expliquei tanta coisa que me cansei. Tem sido uma “discussão de surdos”. Façamos o seguinte. O amigo Anónimo fica com a sua República, com os seus complexos (freudianos?), com as suas noções de história de wikipédia e eu fico com a minha Monarquia. Fica aqui uma certeza, não sou melhor que o Sr., aliás maluquinho sou eu por lhe dar conversa.

      Em tom de brincadeira deixo-o e a este assunto.

      Tudo de bom para si amigo.

      João Ribeiro

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    13. Caro Sr.,

      Tem razão, de facto, pela primeira vez na minha vida, troco opiniões com um monárquico através deste blogue, mais precisamente de cariz monárquico (tenho, no entanto, discutido estes assuntos em conversa cordial com amigos monárquicos)… É vida, se não pretendem a opinião dos demais, limitem a possibilidade de um qualquer cidadão o poder comentar. Porventura talvez não o devesse de ter feito. Talvez a minha provocação tenha sido no sentido de obter alguma resposta que fosse convincente a algumas dúvidas que ainda tenho sobre a monarquia. E, de facto, não obtive respostas. Por outro lado, os títulos dos V. artigos são um “non-sense” e talvez esse seja o motivo dos meus comentários. Mas também só possibilitar o comentário de monárquicos, seria o mesmo que somente deixar sportinguistas comentarem os feitos do Sporting. Sabe, perde o interesse, porque despende-se demasiado tempo a olhar para o espelho a achar que somos bestiais sem críticas de terceiros… Por exemplo, chamar S.A.R. ao Duarte Nuno sem nunca ter sido rei ou afirmar que é um embaixador de Portugal, demonstra como os monárquicos olham parcialmente e, sem racionalidade, para determinadas pessoas. Daí a falta de objectividade dos títulos dos V. artigos, embora que legítimos…

      Depois do ponto de vista da forma como vê a história as suas respostas e contraditório foi mais do mesmo. Os Srs. são perfeitos e a República é imperfeita e muito onerosa. OK, compreendo, embora o termos a possibilidade de elegermos um cidadão livre de “pergaminhos sem nexo” não tenha preço. Um rei com certeza não tem reforma porque, por definição, nasce com direitos adquiridos e faz o mandato completo… E, não conheço nenhum rei reformado… Nem tão-pouco comento o que afirma sobre um rei ser arbitro… Porque o que sempre questiono é tão-somente a forma como obteve essa legitimidade e da continuidade da mesma… E repare, se estou errado neste ponto que para mim é central, 95% dos portugueses estão errados… Portanto, somos tontos e o Sr. clarividente. Pessoalmente, não discuto novamente descobrimentos e/ou colonialismo, porque entendo que ambos estão associados. Essa da nobreza e burguesia que comenta achei interessante e dá para ver a mentalidade. Referi-me apenas ao seu comentário sobre a nossa história e do “passado glorioso” que mencionou e, pessoalmente entendo que o mal dos monárquicos é estarem sempre a referir o passado saudosista para justificar (como foi o seu caso) a importância do rei na actualidade. Porventura, deverá ainda de estar à espera de D. Sebastião, não reconhecendo que a estratégia militar (planeada pelos nobres) de Alcácer Quibir foi um desastre. O que quis exactamente dizer-lhe é que o passado deve de ser lido e entendido com objectividade e moderação. E claro que aceito a minha história. Mas prefiro não falar de história consigo porque temos visões diferentes da mesma… A Espanha pretender dominar Portugal? Então mas como foi feita a história da humanidade? Mas não sabe que é ou foi sempre a lei do mais forte, ou anda distraído? Não se esqueça que a restauração nos foi favorável ou possível devido à causa Catalã… Se assim não fosse porventura estaríamos hoje na situação de Ceuta… O tal dote perdido…

      Depois não me sinto ou nunca me senti inferior, muito antes pelo contrário, e até lhe confidencio que fiz todas as provas académicas existentes (incluindo a agregação), e estou no topo da carreira universitária numa Universidade central e pública. Não interessa se pertenço ou não à aristocracia, porque esse pormenor é irrelevante ficando somente no meu íntimo (daí pretender ser anónimo)…
      Como deve de calcular sou pela meritocracia e não pelo bom nome e bons costumes ao Deus dará. Não sou eu que me sinto inferior, mas os Srs. que entendem ser superiores e de uma qualquer casta. Obviamente que haverá excepções e porventura terão muita gente capaz pela intelectualidade e funções que conseguiram alcançar, mas não pelo nome e/ou sangue… Não entende ser V. Exa. inferior porque tratar pessoas por S.A.R. sabe-se lá porquê? Isso sim revela u

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    14. Finalmente, também lhe confidencio que esta semana fui até África, a uma ex. província portuguesa, e conheço bem grande parte do planeta, faltando-me somente conhecer a Oceânia. Portanto, posso afirmar que detenho um conhecimento vivido com muitas culturas, povos e regiões onde deu para perceber bem muitos dos interesses sempre em causa, assim como as vantagens e inconvenientes dos regimes que estiveram e/ou estão vigentes. À excepção de meia dúzia de monarquias do norte da Europa, o resto é um desastre, assim como de muitas repúblicas. No entanto, as repúblicas têm sempre a prerrogativa das eleições que é um princípio democrático que nem é recente e até vem da antiguidade clássica… Daí o meu republicanismo…

      Não vou comentar mais o que afirmou ao longo destas trocas de galhardetes… Simplesmente, não tem interesse porque não o vou tornar republicano… Há, no entanto, uma questão que gostaria de comentar… Dizia V. Exa. que “os EUA e Alemanha são obsessivamente imperialistas e capitalistas”. Bom, na actualidade só não é capitalista quem não lida com capital, até porque todos os mercados, incluindo os das monarquias, estão assentes no capitalismo. Depois falar em imperialismo esquecendo a “British Commonwealth” gerada pelos ingleses, e que é uma monarquia, para ainda hoje mandarem no mundo é uma falha nos seus argumentos que deveria de ponderar. Tanto quanto saiba a Alemanha não detém este tipo de organização e, não será porventura, mais imperialista.

      E pronto, é tudo… Cada um vê a história à sua dimensão embora o mais importante seja a forma como se interpreta e se dá relevo ao que é ou foi verdadeiramente importante. Ainda sou do tempo em que na primária me ensinaram os reis com os seus brilhantes cognomes e alguns disparates sobre os seus reinados. Se somente atendesse ao que me ensinaram na primária hoje seria um devoto monárquico com muita ignorância à mistura…

      De resto pode não concordar comigo mas nunca se esqueça que a forma algo ofensiva e de adjectivação que fez, a alguns dos meus comentários, é sempre a arma dos fracos de espírito… Essa da wikipédia, até achei interessante… Gostaria de saber quais as suas habilitações literárias? Porventura deve ter andado no colégio militar e depois ficou a gerir os bens que o bisavô cá deixou? Certo? Ou conseguiu crescer e governar-se pelos seus próprios meios?

      Tem razão eu também sou doidinho por lhe dar muita corda e esta conversa já foi longe demais…

      Saudações e até um dia…

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    15. Olá novamente,

      O Sr. já obteve de facto respostas apenas não as aceita. O problema de não gostar dos nosso artigos é seu. Concordo no entanto que deveríamos ser mais pró-activos, mostrar-nos mais, ter algo mais interessante para mostrar ás pessoas etc. Sabe como é, tudo isto é feito por amor à causa mas tem de ser gerido com os nossos trabalhos, as nossas vidas e por vezes falta tempo e verbas. Os comentários são para todos como sabe, só não percebo porque não gosta e volta sempre. D. Duarte Nuno era o pai de D. Duarte Pio. Cuidado que olhar o Wikipédia a correr pode causar destes enganos. De qualquer modo, os Monárquicos em Portugal, pelo menos grande parte deles, assim como o Estado Português considera D. Duarte Pio o herdeiro da Casa Real Portuguesa. Para nós D. Duarte Pio é o (nosso) Rei, assim como o era o seu pai. Daí, pelo menos para nós, o título que tanto o incomoda. Que D. Duarte Pio tem servido como embaixador de Portugal é incontestável. Tem feito várias viagens como representante de Portugal a pedido do Governo Português.

      Eu não me contradisse em nada, você é que não deve ter percebido, ou finge não o ter percebido. Aliás, este seu novo comentário baseia-se apenas em insinuações sem fundamento, parece que responde apenas por responder. Quem veio criticar a Monarquia e designá-la de ultrapassada e outros tantos adjectivos foi o Sr, não se faça agora passar por vítima que lhe fica mal. Óptimo para si que vive na República em que vive. Realmente os nossos governantes não têm tido preço! Desculpe, onde foi buscar essas estatísticas? O clarividente aqui é (novamente) o Sr. A Monarquia bate-se por um referendo mas afinal bastava perguntar-lhe. Eu dou-lhe factos históricos o Sr. dá-me juízos de valor, por isso não me venha dizer que a minha mentalidade é isto ou aquilo. Adiante. Dizer-me que vivo no passado é simplesmente injusto, depois dos inúmeros aspectos positivos em ter um Rei na modernidade que lhe apresentei. Aliás tem sido minha luta desde o início desta discussão afasta-lo da visão da Monarquia medieval e transporta-lo para as Monarquia moderna. O Sr é que tem insistido (por falta de argumentos plausíveis) trazer o passado para a baila. Fá-lo sem distanciamento ou contextualização alguma.“ O passado deve de ser lido e entendido com objectividade e moderação”. Esta afirmação vinda de si, perde todo o seu sentido. Foi você que mencionou a perda de independência como argumento, agora tenta inverter a situação. Muito engraçado.

      Achei piada a esse puxar dos galões amigo. Ter isto ou aquilo, não faz de nós pessoas melhores, seja um carro, seja um curso, são as nossas acções que realmente interessam. S.A.R. é um título que simplesmente existe, uma forma de tratamento digna do posto da pessoa. É a mesma coisa que tratar um Presidente por Sua Excelência, o Sr. Presidente. São questões da língua Portuguesa, da ética e do protocolo. Mais uma vez penso que não há nada por onde nos devamos sentir ou não inferiores. Na minha modesta opinião acho desnecessário, nunca fui muito de “doutores e engenheiros” mas respeito e nunca usaria uma banalidade destas como argumento para coisa alguma.

      Quantas vezes lhe mencionei que a Monarquia que nos interessa é a constitucional? Essas Monarquias de país do 3º mundo não são aquilo que pretendemos. Assim como esses “desastres” (para usar o seu termo) de Repúblicas ditatoriais espalhadas por esse mundo fora, não são aquilo que o Sr. pretende.
      Esse princípio democrático vem da antiguidade clássica, mas não nos devemos no entanto esquecer que liderado por Reis e por Imperadores. Nós tivemos a nossa descolonização eles tiveram a Commonwealth. Acho que a comparação só por si é suficiente para por de lado esse argumento.

      Desculpe mas para si, quem se interessa por história, nomeadamente a História de Portugal, é imediatamente monárquico? Mais uma das suas verdades universais sem sentido...

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    16. Amigo quando se escreve comentários depreciativos e desagradáveis em tom ofensivo mais tarde ou mais cedo é de esperar que alguém lhe responda na mesma moeda.

      Amigo sou licenciado num curso que nada tem a ver com História. História é a par de criar música uma das minhas paixões. Acho piada a mais uma das sua visões de clarividência, lá imaginação não lhe falta. Não amigo, não sou descendente da Nobreza, pelo menos que tenha conhecimento. Não andei no colégio militar ou em qualquer outra escola privada e não recebi nenhuma herança. Estudei, e arranjei trabalho. Sou um cidadão tão comum como o vizinho do lado. Deixou-me com um sorriso na cara pela imagem caricata que tem dos monárquicos.

      Tudo de bom para si amigo,

      João Ribeiro

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    17. Caro Sr.,
      Como parece que já se acalmaram os ânimos, vou facultar-lhe mais uns comentários:
      1) Por momentos pensei que V. Exa fosse um historiador profissional da praça, mas parece que está tão habilitado em história como eu, ou seja, é um autodidacta interessado nestes assuntos, e também irá por vezes à wikipédia como qualquer outro cidadão (confidencio-lhe que a minha formação base e superior também não é a história, embora me interesse pelo assunto). Porventura no essencial não discordo de si em muitos pontos, a grande diferença prende-se com a forma como interpreta a história da nação até porque a história é sempre incomensuravelmente simples. Porventura muitos complicam ou interpretam a história tornando-a da carochinha. E pronto, nisto não o maço mais, porque cada um interpreta a história como entender… Contudo não refiro que V. Exa. se “sente inferior” ou que a sua “história é da wikipédia”, conforme referiu à minha pessoa. O “puxar dos galões” apenas se prendeu para saber que não está a trocar comentários com um qualquer ignorante ou idiota. E repare, não sinta que a sua história seja mais correcta ou estruturada em verdades universais… É somente aquela que é, e que vai ao encontro de sempre justificar, mesmo que injustificável, a causa monárquica. Daí a nossa discordância. De facto puxei pelos galões para lhe referir que sou instruído, me sinto realizado profissionalmente e já agora que acredito em títulos universitários e não aristocráticos e, portanto, longe de me sentir inferior. Os meus filhos somente serão doutores se tiverem capacidade de demonstrar essa condição e, fico satisfeito por saber que os meus títulos académicos não são hereditários, ao contrário dos aristocráticos…

      2) Depois fiquei igualmente surpreendido por não ter sangue azul. Portanto se não é aristocrata e vive do seu salário, então não tem vantagens na implantação de uma qualquer monarquia e apenas apoia a causa por convicções meramente pessoais. Uma espécie de fé ou clube de amigos… Já que gosta de história nunca se esqueça que a condição aristocrática é por natureza desigual e, não entende os concidadãos de um qualquer país, livres e iguais em direitos. Um plebeu completamente devoto de um regime monárquico é algo que me causa muita estranheza pelo simples facto da natureza não ter concebido os humanos com essa condição. Essa condição é fruto da cultura imposta e lavagem à cabeça que faz com que certas pessoas se sintam subalternos de um qualquer sistema ou rei. Compreendo, mas sinceramente não discuto a fé alheia, até porque conheço o meio…

      3) Finalmente e, relativamente à dúvida que o suscitou, com certeza que se trata de Duarte Nuno pio (até porque o seu pai já faleceu…), ou prefere que diga o nome completo do cavalheiro e, que é constituído por mais de 10 apelidos? Sim, o primo em 6º grau do último monarca… Certo? E com este grau de parentesco reclama-se o título de rei. A distância ao último monarca é tão grande que porventura, com eventuais adultérios pelo meio, nem familiar será… Por outras palavras, o sangue aristocrático será tão diluído que nem se verá a cor azul, sem esquecer eventuais renúncias pelo meio … Está claro, como ser primo em 6º grau é praticamente quase não se ser parente (pergunto-lhe se conhece ou conheceu todos os seus primos em 6º grau?) é, por esse motivo, que muitos monárquicos não se revêm no Duarte Nuno pio e, andem de vez em quando à trolha por assuntos, que embora menores, estão associados à legitimidade do herdeiro da coroa. É por isso que entendo, embora a título pessoal, que é tudo um “non-sense”… E é este o aspecto “Medieval” das monarquias mesmo que democráticas, a que me referia e que V. Exa. não entendeu de todo…

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    18. 4) Por outro lado, nem o Duarte Nuno está preparado, nem apresenta as mínimas capacidades para poder desempenhar a função de rei, muito menos para ajudar a resolver a actual crise. Essas qualidades, simplesmente ou se tem ou não se tem e, apesar de ser um individuo simpático, não tem, ponto. Se pretendem mesmo um rei indiquem alguém que detenha essas qualidades mínimas e, simultaneamente, seja um personagem que se tenha afirmado inequivocamente na sociedade portuguesa pelos bons princípios, exemplo, moralidade, inteligência, empreendedorismo e capaz de unir uma nação e, depois façam um referendo. Ora aqui está um exemplo que os Srs. tanto evocam e que é, quando um rei não tem qualidades deve-se indicar ou referendar outro nome. Já viu algum convicto monárquico afirmar que o Duarte Nuno não tem condições ou qualidades para ser rei, mesmo que esteja à vista de todos? Claro que não… Nunca dirão isso nem dos seus descendentes… Tenho visto alguns discursos do Duarte Nuno (há vários no you tube ”) e, de facto, não verifico nenhuma diferenciação positiva relativamente aos demais cidadãos, muito antes pelo contrário. Nem tem o dom da palavra, nem tão-pouco um discurso coerente, nem um conteúdo entendível e claro…

      5) Por último, se por momentos tivéssemos um rei, o que fazia aos nossos políticos? Deportava-os para um campo de concentração? Sim, porque o rei não governa… Ou o circo não seria o mesmo, mas agora em torno de um rei, com a agravante de passar a haver vénias e interesses aristocráticos que extravasariam mesmo os maiores disparates da república? O estado em que poderemos estar em certas questões nada tem a ver com o não termos um rei mas com a elite política que é medíocre. Repare, seria a Assembleia de República com o mesmo elenco mas tendo no topo um rei… Nada de diferente, até porque um rei por definição não constitui partidos políticos. Quando me referi ao D. Carlos, mencionei exactamente isso, ou seja, havia rei mas o circo era do mesmo tipo… Naquela altura havia conspiração internacional (conforme tb afirmou para justificar as dificuldades da altura), agora há contracção económica que poderá justificar as dificuldades da república… Como vê podemos sempre tentar justificar o injustificável.

      Pessoalmente sou republicano porque acredito que nascemos livres e iguais em direitos, sem o complexo imposto (muitas vezes subtilmente) de se ser súbdito de alguém, que a meritocracia deve prevalecer em oposição ao privilégio de nascimento e, finalmente, o mais alto cargo da nação (presidente) não deve de ser vitalício e ter mandatos limitados e irreversíveis. Como vê são princípios democráticos e universais inexistentes nos pressupostos das monarquias… O regime que estamos a viver é mau, mas é de longe o menos mau dos que vivemos nos últimos dois séculos.

      Somente mais um reparo, mas se os regimes monárquicos não referendam a república continua a achar lógico ou sensato acontecer o contrário?

      Saudações

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    19. Olá caro republicano,

      1) Déjà-vu sobre déjà-vu ... Sobre a sua interpretação da História, basta ler os comentários anteriores. Nunca me poderia acusar de sentir inferior ou historiador de Wikipédia porque nunca teci os comentários que teceu sobre o seu povo e história. Também nunca falei de pormenores históricos sem saber do que falava. Posso ser amador mas gosto de saber sobre o que falo. Pelo menos qualquer coisa além de “os reis e os Descobrimentos foram maus e D. Carlos ainda pior” Muito gira essa tentativa de dar a volta à questão do termo “verdade universal” que usei quando afirmou que Historiador logo, Monárquico... Muito gira mas não cola. Novamente a aristocracia... Também já lhe disse que em Monarquia Constitucional ser aristocrata não vale de grande coisa. Pode ter orgulho no seu nome e passado mas não é por isso que terá favores do Rei. As decisões do Rei passam pelo Governo e além disso estão sempre expostas a opinião pública. Como o Rei é independente do Governo tem de ter cautela com o que faz e vice versa.

      2) Outra das suas verdades irrefutáveis. Monárquico logo Aristocrata. Não o somos todos, aliás a grande maioria não é como, é óbvio. Serão todos os apoiantes da Monarquia, Inglesa, Belga, Japonesa, etc todos aristocratas? “Essa condição é fruto da cultura imposta e lavagem à cabeça que faz com que certas pessoas se sintam subalternos de um qualquer sistema ou rei” Que engraçado, uma teoria da conspiração. Não me diga que a Monarquia anda a ser imposta na nossa cultura? E que anda a fazer lavagem cerebral aos Portugueses? Como? Através dos media por mensagens subliminares? Pensava que achava que ninguém nos dava importância mas afinal somos assim tão perigosos.

      3) Sim, já agora diga-me onde em todos os seus “10 apelidos” se encontra Nuno? Fiquei curioso...
      Continuo sem conhecer esse tal D. Duarte Nuno Pio... Não quer com certeza discutir a árvore genealógica de D. Duarte Pio que a República Portuguesa vê como o legitimo herdeiro da Casa Real Portuguesa, quer? Eu percebi, você é que não percebeu que eu percebi. Mesmo depois de tudo o que lhe tenho argumentado sobre as vantagens de um regime por hereditariedade...

      4) Essas qualidades a que se refere estão nos olhos de quem as olha. Por exemplo eu vejo-as em D. Duarte Pio e não em Cavaco Silva. Mais um dos seus dados adquiridos... Por acaso sim, já vi. São uma minoria mas existem apoiantes de outros supostos herdeiros que dizem de tudo para desacreditar D. Duarte Pio. No entanto isso são aspectos entre monárquicos, o que discutimos aqui é República vs Monarquia.

      5) Peço-lhe encarecidamente para por favor, parar de se repetir. É muito chato ter que me repetir vezes sem conta. Leia o meu comentário de 13/03/2015, 4º parágrafo. Não queira comparar 3 ou 4 potências tentarem expropriarem-nos as colónias com a actual má gestão política que nos levou ao FMI, é simplesmente incomparável.

      6) O Sr. é republicano porque é contra a Monarquia devido ao aspecto da hereditariedade... Mas estranhamente apenas em Portugal ou, nos países do sul... É que nas Monarquias nórdicas já pode ser. Afinal é tudo uma questão de geografia? Ou de “raça”?

      “Compreendo sempre o argumento das Monarquias da Escandinávia...”
      “Porventura existem no mundo eventualmente 3-4 monarquias fantásticas (Noruega, Suécia, Dinamarca e Holanda), o resto é para esquecer.”
      “Abro uma excepção, se fosse norueguês ou sueco não questionava a monarquia.”
      “À excepção de meia dúzia de monarquias do norte da Europa, o resto é um desastre...”

      Novamente o referendo? Começo a pensar que o Sr. não é sério. Já lhe respondi a essa questão pelo menos 2 vezes, não me vou repetir mais. É democrático ler as respostas que lhe são dadas e não apenas argumentar a seu belo prazer. Assim acabamos em redundâncias e repetições.

      Votos de sucesso amigo,

      João Ribeiro

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    20. Amigo monárquico,
      Não estava no meu espírito responder mais aos seus comentários porque o essencial já foi abordado. Havia apenas uma questão em que no meu anterior comentário me enganei… De facto, o pretendente à coroa é o Duarte pio (tenho tendência para dizer Duarte Nuno; lamento se ofendi os monárquicos) e concordo consigo não tem tantos apelidos, eventualmente à volta de 6. Mas como não estudo nem me dedico à sua árvore genealógica, daí porventura o meu engano.
      Decidi, mesmo assim, responder-lhe a cada ponto telegraficamente e, aqui vai:
      1) Em história, os Descobrimentos são referidos por muitos historiadores, e que sabem da poda, que se não tivessem existido, Portugal estaria hoje muito mais desenvolvido porque foi muito tempo a viver à sombra da bananeira. Não concorda? Problema seu, aconselho-o a ir à Faculdade de Letras, por exemplo, e a esclarecer ou debater isto com quem sabe. De resto é a sua forma de ver as coisas em oposição à minha maneira de as entender… Apenas referi que foram 8 séculos com reis que nunca resolveram o bem-estar dos portugueses e que no período de D. Carlos também houve bancarrota e muito disparate à mistura, apesar de estarmos numa monarquia. Apenas afirmei que muitos monárquicos vivem de ideias saudosistas e que a queda da monarquia teve fundamentalmente a ver exactamente com a mediocridade da governação de então. A ilação principal a retirar é que uma monarquia não é perfeita e também tem grandes defeitos comparativamente com a república;

      2) Mas o problema, pelo menos para mim, não são os plebeus monárquicos mas obviamente a aristocracia monárquica. Os plebeus não contam, apenas são peões. Os aristocratas, sim têm larga influência e privilégios em demasia… Talvez V. Exa. seja o único plebeu monárquico que não se sinta súbdito do Duarte pio. Mais uma novidade para mim… Claro que quando se defende a continuidade pelas convicções da hereditariedade se está a fazer lavagem à cabeça sobretudo a quem não pensa na lógica do assunto. Resultou na idade Média para manter o poder, hoje é incomensuravelmente muito mais difícil. A esmagadora maioria das monarquias foram impostas sem eleições à vista. As da Escandinávia e arredores sobreviveram porque se democratizaram amplamente a tempo e a horas…

      3) Já respondi e lamento o engano;

      4) Nunca gostei do Cavaco Silva, mas há uma questão que lhe confidencio e que é ter muito respeito por ele, porque se diferenciou dos demais primeiros-ministros. Sabe, fez-se a ele próprio. Chegou a Prof. Universitário com mérito (sendo até de famílias remediadas) e, sempre teve retaguarda. Nunca foi um profissional da política. No entanto, fico feliz por saber que se vai embora. Se tivéssemos como rei o Duarte pio tinha que aguentar com ele até passar o testemunho ao filho, mesmo que fosse péssimo. Mas tem dúvidas? O haver apoiantes de outros herdeiros entende ser um aspecto menor? Pessoalmente não, e demonstra bem onde chega o disparate da hereditariedade sobretudo quando o herdeiro é primo em 6º grau do último monarca. Mais um bocado e ainda seríamos representados pelo tetraneto do chefe da guarda… Seria interessante fazer um teste de ADN a todos os pretendentes. Sabe a actual ciência não perdoa e porventura teríamos muitas surpresas…

      5) Também já lhe respondi… Então mas a história da humanidade não tem sido feita de força e poder? Como é que entende que conquistámos terras a indígenas e outros povos? Com beijinhos… Lá está V. Exa. com o romantismo e saudosismo das nossas colónias sem entender que os impérios nascem, crescem e morrem. Repare no caso do império romano… E os actuais EUA, que também se encontram em declínio…
      É engraçado mas o Paulo Teixeira Pinto também tem defendido que o último período monárquico foi uma bandalheira… Ok, não o maço mais nisto…

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    21. 6) Não é raça nem geografia. O que afirmei e afirmo é que se fosse escandinavo não perdia tempo a questionar o regime. Talvez apenas filosoficamente. Pelo simples facto que aquela gente vive com qualidade e bem-estar praticamente e por comparação desde o séc. XIX. Reconheço que aquelas monarquias têm dado respostas objectivas ás populações (Caro amigo, equipa que é vencedora não se mexe, certo?). Mas são a excepção das monarquias e não a regra. No sul da Europa somos uma cambada de ladrões e nunca nos preocupamos com o bem-estar dos concidadãos e daí o resultado a que chegamos. Mas será que não entende onde quero chegar? Mas quer que lhe indique 2 ou 3 pessoas que se poderiam referendar a rei em Portugal? Ou V. Exa. não consegue sair do casulo do primo em 6º grau do último monarca? Acha que irá salvar Portugal como se de um Messias se tratasse? Ou o que lhe interessa verdadeiramente são as moléculas de ADN nem que para isso tenha de provocar uma hecatombe? Não seria mais lógico aprovar um teste de QI a quem reclamasse o título de rei?

      Não aceita os meus argumentos e refere que são redundâncias e repetições. O contrário também pode ser referido, certo? Sobretudo para quem entende que o futuro do país está nos genes do Duarte pio…
      A república ter de referendar a monarquia, mas em Espanha as estatísticas dizem que não faz sentido (sic, referido por si)… Entende que eu é que não sou sério, ou estamos perante dois pesos e duas medidas.

      Em todo este longo debate, pensaria eu que me iria surpreender com alguma novidade (mais positiva) que nunca tivesse reflectido sobre a monarquia, mas os seus comentários sobre esta temática, têm sido para mim uma verdadeira desilusão…

      Saudações

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    22. Olá, então ainda anda por cá?

      Em suma os seus pontos:

      1) Agora entramos no mundo da imaginação? “E se” isto não tivesse acontecido ou aquilo tivesse sido de outra maneira. Esse grupinho de iluminados a que se refere porventura terá também o dom da clarividência? Não me queira pôr agora a contra-argumentar meras especulações fantasiosas.
      Sim porque se tivesse havido Presidentes nos séculos idos os problemas a que se refere dos Portugueses nunca tivessem existido…Imagina D. Afonso Henriques a adoptar medidas de apoio social e humanitárias porque foi eleito democraticamente a Presidente da República? Seria muito difícil uma vez que a noção sobre esse tipo de direitos não existia, assim como o acto eleitoral. Sobre D. Carlos ver comentários anteriores. Ninguém disse que a Monarquia é perfeita mas a meu ver melhor que a República... De outro modo não estaríamos a ter esta discussão.

      2) A aristocracia a que se refere não existe nos tempos correntes em Monarquias constitucionais e modernas. Um Rei não se pode dar ao luxo de favorecer ninguém sem o consenso do Governo. A sua posição e linhagem dependem do seu bom serviço à Nação. Em tempos passados o Rei distribuía rendas e feudos à sua vontade. Hoje em dia não acontece. Ainda assim, se eventualmente exista alguma aristocracia que possa ter alguma influência no Rei, esta será mínima comparativamente aos abutres partidários e grupinhos económicos que financiam os amiguinhos na subida ao poder na República.
      Meu amigo lavagem cerebral são a máquina partidária e marketing eleitoral que assistimos de 4 em 4 anos comportados pelo contribuinte. Isso sim é lavagem cerebral. As Monarquias foram impostas? Mas que outro modelo ou regime existiria há nove ou oito séculos atrás questiono-me eu? As da Escandinávia, sempre as da Escandinávia. Porque não se refere ás da Europa central. Bélgica, Luxemburgo, Holanda…

      4) Tem muito respeito ao Cavaco Silva porque tirou o curso sendo de uma família “remediada”? Bem-vindo à realidade Portuguesa! Perdoe-me por não ter respeito por um senhor que lucrou juntamente com a filha milhares com o caso BPN e com o cunhado na aquisição do Pavilhão Atlântico através do BES. Ou acha que foram apenas felizes coincidências? Sobre a árvore genealógica de D. Duarte Pio teria que recuar até D. João VI para lhe explicar o porquê do meu apoio mas falta-me a paciência para tanto. No entanto para quem afirma que não “estuda nem se dedica” ao assunto, parece obcecado com o caso. Deixe lá isso para Monárquicos. Claro que existem outros pretendentes, com a extinção de uma linhagem é normal que ao fim de mais de 100 anos sem Monarquia as dúvidas existam mas nada que não se resolva. Está a ver quando dentro do mesmo partido não existe consenso sobre que candidato à presidência da República apoiar? Por exemplo como aquilo que se está a passar de momento com o PS ? É mais ou menos isso. Olhe sabe, não sou mesmo nada contra esses testes de ADN a que se refere.

      5) Pelo que percebo da sua visão sobre as colónias mais valia termos entregue de bandeja as colónias apenas porque “os impérios nascem crescem e morrem”. Um pouco conformista e submissa a sua visão não lhe parece? Além do mais uma posição completamente afastada da realidade política da época. Entregaria a que potência sem que ferisse a amizade com a próxima? As colónias eram parte do território nacional além-mar. Penso que não é saudosismo nenhum afirmar que devemos sempre proteger o que é nosso... Aceita que alguém lhe tire a casa só porque é mais forte? Não lutaria com todos os meios possíveis para inverter a situação? Com certeza que o Sr Paulo Teixeira Pinto sabe as razões por trás dessa “bandalheira” e se não souber, deveria saber.

      6) Não tente dar o dito por não dito. Gira essa do “filosoficamente”. Homem assuma o que diz que revela falta de carácter. Compreende-se que diga que são uma excepção quando se refere a uma ou duas, mas quando são tantas as Monarquias de sucesso, deixa de ser excepção. Claro que falamos de Monarquias constitucio

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    23. Até em Espanha se vive melhor do que cá. Eu entendo onde quer chegar. Que no sul da Europa nem a Monarquia nem a República funciona porque somos todos uma cambada de ladrões. Lamento mas eu acredito que somos melhores do que isso, estamos é mal governados. Um Rei é independente e pode observar com mais transparência as injustiças do Governo. Não acredito que realmente pense que eu ache que um Rei seria como um Messias, isso só me daria razão em como não lê nada do que lhe digo, acho que tenho sido bastante pragmático. O sr. está fixado na questão do ADN mas fora a questão dos genes um Rei vale pelo que representa em termos de independência e transparência governamental. Representa ainda visão a longo prazo e continuidade, um Rei é o passado, o presente e o futuro. Não representa apenas num futurinho “tapa buracos” de 4 anos. Com um Rei temos os valores nacionais salvaguardados. Elevado Q.I. têm muitos psicopatas e isso não faz deles bons governantes. Por falar em Q.I, com um Rei seria com certeza mais difícil aos políticos tirarem cursos universitários “fantasmas” e saírem impunes, como, por exemplo os amigos José Sócrates e José Relvas.

      Meu amigo se repete as mesmas questões vezes sem conta, se me obriga a a responder à mesma coisa várias vezes o que quer que lhe diga? Parece que sofre de algum tipo de perda de memória. Por exemplo quantas vezes já me perguntou pela questão do referendo? Eu já lhe respondi penso que na segunda vez que nos escrevemos. Veja o ponto 1 do dia 2 de Março...Não se desiluda comigo, faça como eu que não lhe dou o valor para tanto.

      Ficamos bem, eu com a minha convicção e você com a sua.

      Tudo de bom,

      João Ribeiro

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    24. Viva,
      Pensava que tínhamos ficado conversados, mas parece que esta troca de galhardetes o deve de motivar até porque em plena República, alguns monárquicos devem de passar o tempo em almoços e jantares de esconjurados e de outros tipos, não devem de ter grandes oportunidades para debates, até porque vivem de consensualidade… Ao ler os seus comentários e após ter estado esta Páscoa no parque Warner em Madrid, lembrei-me que V. Exa. deveria de ir passar algum tempo ao Hotel das princesas na EuroDisney (onde também já estive por duas vezes) … Porque a forma como vê, entende e racionaliza os regimes e a história é digna dos paraísos encantados e, que objectivamente não existem…
      Os juízos de valor que avançou sobre os meus comentários denotam apenas e tão simplesmente alguma arrogância da sua parte, até porque tenho apenas referido generalidades óbvias, embora factuais…
      Seguem alguns comentários:

      1) Refiro-me sempre às monarquias da Escandinávia e ARREDORES… Já vivi por duas vezes na Bélgica diversos meses, que detém um regime monárquico, e digo-lhe que a forma como aquela gente vive e respeita a colectividade nada tem a ver com o que se passa no sul da Europa, onde a individualidade predomina. Sou latino, mas sei reconhecer algumas diferenças menos abonatórias da nossa sociedade. V. Exa. parece que somente vê virtudes no nosso país, deixando apenas de ver quando se refere a outras formas de regime que não a monarquia…
      2) Com certeza que as monarquias da Europa desenvolvida são constitucionais e os excelentes regimes do norte somente aconteceram porque se adaptaram aos novos tempos e se democratizaram amplamente, conforme já avancei. Aqui no sul teve de haver “batatada” porque a democratização tardou a acontecer… Porque seria? Mas tem dúvidas?
      3) A escumalha nos negócios a que se refere nesta Republica, terá porventura muitos, mas mesmo muitos monárquicos metidos nas caldeiradas. Se fossemos uma monarquia e sendo os portugueses os mesmos, acha que o Duarte pio acabava com as negociatas? Ou não foi este país sempre dominado por famílias a fazer esquemas e negociatas? Repare, o grupo BES começou na monarquia, e teve sempre à frente “gente com os genes da família” (como se de uma monarquia se tratasse) e veja no que deu? Ou a culpa também foi da Republica? Lá está, se acredita nisso aconselho-o mesmo uns dias na EuroDisney …
      4) Recuar até D. João VI para explicar Duarte pio herdeiro, sem incluir adultérios, filhos ilegítimos e até eventuais incestos pelo caminho, seria uma heresia (veja o que aconteceu recentemente com a filha ilegítima do Carlos de Inglaterra…). Faz-me sempre confusão falar de varais e linhagens como se estivéssemos a falar de “cruzamento de gado”. Parece que para umas coisas se refere à herança das monarquias constitucionais e, para outras, os conceitos são mais de tipo absolutistas? Depois a raça nunca é completamente apurada como se faz com gado porque tenta-se não cruzar os mais capazes mas a fortuna e terra que detêm… Nem neste aspecto há, na esmagadora maioria dos casos, democracia na monarquia… Agora seguramente estará V. Exa. a pensar, lá está ele a falar do passado porque agora é diferente… Repare, no essencial o circo monárquico é sempre do mesmo tipo, embora os tempos que vivemos já não dão para muito mais… Mas tem dúvidas que há alguns monárquicos que vivem completamente embriagados pelos brasões, cachuchos brasonados, solares e nome da família a que pertencem e vivem numa redoma e até entendem que são uma casta à parte? Sabe, conheço muita dessa gente, mas confidencio-lhe que alguns são uns tolos varridos… É natural que digam bem dos seus antepassados, os tais que possibilitaram muitos a actualmente não fazerem nada e a viver do espólio deixado…
      5) Finalmente se V. Exa. não entende ou aceita a autodeterminação dos povos, demonstra a sua grande veia democrática. Até as nações monárquicas europeias saíram de África e somente o imbecil do Salazar lá quis permanecer… Mas como defende “o que é seu”, acredito que se vivesse nesses países lutava pela sua inde

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    25. nharia no Int . Pol . de Coimbra e, somente a licenciatura foi martelada… Repare, ser-se crápula nada tem a ver com republicanismo ou monarquianismo . Mas cuidado porque porventura as Universidades Lusófona e Independente poderão deter alguns monárquicos nos seus corpos gerentes… E se atendermos à percentagem que refere de monárquicos no país, deverão seguramente estar implicados em muita da bandalheira que refere… Portanto, cuidado com generalizações da República…
      7) Finalmente, quanto ao QI e a ser-se psicopata, até posso concordar consigo. Acontece que quando olho para Duarte pio entendo que não tem condições para reinar nem tão-pouco para pôr o país na ordem… Sem pretender ser deselegante, por vezes o Duarte pio faz-me lembrar o Cavaco Silva, ou seja, depois do português e mirandês, passaríamos a dialogar em gaguez…

      Vou terminar dando-lhe um conselho e que é não valer mais a pena discutir história porque porventura seria o mesmo que continuar a tentar convencer um sportinguista a ser benfiquista, o que é de todo um paradoxo… Respeito o passado mas não o encaro com a fantasia que muitos pretendem. Conforme lhe disse, o nosso povo viveu sempre mal neste país…
      Tenho carácter, eventualmente ao contrário de V. Exa., até porque nunca apreciaria um eventual reinado do Duarte pio e digo-o abertamente neste blogue… Já V. Exa., tenho muitas reservas que mesmo que não o aprecie pessoalmente o diga abertamente. Será que o defende por conveniência?
      Mas deixo aqui um desafio aos monárquicos convictos e que é, aceitarem a história tal como aconteceu, sem reservas, esquecerem os parentes longínquos dos varais do antigamente e escolherem um “personagem de dimensão” para monarca capaz de fazer a diferença e que traga objectivas vantagens ao nosso povo começando eventualmente um nova dinastia (embora que virtual antes de ser referendada) … Talvez dessa forma convencessem muito mais pessoas a aderir à causa monárquica… Em contrário estão sempre a pretender ligar-se ao passado que nunca foi objectivamente de boa memória para o bem-estar do nosso povo.

      Por último, o que se deve de esperar num qualquer regime seja ele qual for (império, monarquia, comunismo, república, socialismo, sultanato, fascismo, emirato, principado, califado, etc., etc., etc.) é que objectivamente seja amplamente democrático e, como consequência, dê bem-estar ao seu povo… O ter-se ou não rei é, pelo menos para mim, uma redundância, até porque a forma como a sucessão é feita e o porquê ser uma dada família a representar o estado é seguramente muito, mas mesmo muito questionável…

      Saudações

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    26. Ena...

      O meu amigo andou a lamber as feridas e agora volta com forças redobradas! Parece que as férias na Monarquia vizinha lhe fizeram bem. Isto, não obstante a conversa e os argumentos serem as balelas do costume, com o acrescento de vales encantados, hotéis de princesas e notícias cor-de-rosa. Então vai para férias e pensa em mim? Isso é no mínimo patético, veja lá se não está a começar a ficar afectado com o nosso tête-à-tête. Esteve por duas vezes no Hotel das Princesas na Eurodisney? Parabéns, fico feliz por si, cada um é como cada qual.

      Então vamos lá que tenho muito que fazer:

      1- Que útil para si que as monarquias centrais da Europa sejam afinal “arredores” das do norte, como se apenas de um bloco se tratasse. Infelizmente aquilo que pensa e aquilo que efectivamente é, não são bem a mesma coisa. E o Japão também pertence aos arredores da Escandinávia? E os países da Commonwealth, como o Canadá, Austrália etc.. Aliás bem mais pertinho da Escandinávia estão as desgraçadas Repúblicas Eslavas. Eu não vejo apenas as nossas virtudes mas também não olho apenas para os nossos defeitos. É precisamente por conhecer os nosso defeitos que defendo a Monarquia como o melhor regime para Portugal.

      2- Pensa que apenas em Portugal e Espanha houve “batatada” na implantação da Constitucionalização? Pense novamente.

      3- Então mas onde ficamos? Primeiro diz que o número de Monárquicos é residual, agora já somos muitos? Decida-se. O que tem a ver o sistema Monárquico com a família ES? São questões empresariais e económicas dentro do seio da família. Penso que em qualquer família se divide a heranças pelos filhos e herdeiros. O que tem isto de anormal? Em Monarquia a actividade dos ES durou cerca de 40 anos e em República passou os 100, por isso não sei onde quer chegar.

      4- Sobre D. Duarte Pio já lhe disse que boatos falaciosos existem em todo o lado e que vozes de burro não chegam ao céu. Volto também a referir, que é em D. Duarte Pio que a República Portuguesa vê o legitimo herdeiro da Casa Real Portuguesa. Sobre Carlos de Inglaterra, nada a acrescentar além do óbvio. Outra acção de mediatismo cor-de-rosa barato. Permita-me um copy/paste, o que comprova a repetição dos seus argumentos.“O sr. está fixado na questão do ADN mas fora a questão dos genes um Rei vale pelo que representa em termos de independência e transparência governamental. Representa ainda visão a longo prazo e continuidade, um Rei é o passado, o presente e o futuro. Não representa apenas num futurinho “tapa buracos” de 4 anos. Com um Rei temos os valores nacionais salvaguardados.” Essa conversa das famílias brasonadas é generalização pura e simples. Um preconceito seu na qual eu não me revejo. Não me vai negar que eventualmente também existam Republicanos empertigados vai? Mas também lhe digo isto. Provavelmente existirá mais gente que vive do espólio deixado por herança sem serem de famílias aristocratas ou brasonadas que vice versa.

      5- A sua confusão continua... Eu sou todo pela auto-determinação dos povos, como Português como poderia não o ser? O que eu disse e o Sr percebeu mas se faz despercebido foi que na altura de D. Carlos tínhamos todo o direito de defender as nossas pretensões em África ao invés de nos deixarmos ser “depenados” pelas demais potências europeias. Não foi portanto uma questão de autodeterminação dos povos propriamente dita como diz. Ao invés da Ultramar que aí sim foi o grito dos povos das colónias que por essa altura já sentiam sentimento nacional, a gritar independência. Aí sim deveríamos ter procedido de outra maneira. Talvez se o tivéssemos feito, hoje estaríamos a tirar dividendos das ex-colónias e teríamos um melhor relacionamento comercial. A República de Salazar procedeu como procedeu e foi o caos que conhecemos. O caso do Brasil, foi em todo diferente do Ultramar mas a verdade é que foi um Rei Português que lutou pela independência Brasileira. Mais, tomáramos nós que Salazar tivesse procedido como D. João IV mais de100 anos antes procedera ao assinar

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    27. Desculpe, mas:“E se atendermos à percentagem que refere de monárquicos no país, deverão seguramente estar implicados em muita da bandalheira que refere “ . Pode indicar-me qual foi a percentagem de Monárquicos que eu referi? E onde escrevi isso? Acho estranho porque nunca um referendo foi feito em Portugal, como poderia eu adivinhar esse número...

      7- Teve a sua piada mas não concordo.

      Obrigado pelo conselho mas eu nunca estive aqui a discutir História, somente República vs Monarquia. Então para você desde que estamos em República o nosso povo vive bem? Já sei que não. Para você nem República nem Monarquia. Talvez um suicídio colectivo seja a solução ideal para si? Já lhe disse que não partilho dessa opinião. Sim você tem um enorme carácter Sr Anónimo... Já lhe disse que vejo qualidades de governante em D. Duarte Pio, senão acredita temos pena, é para o lado que durmo melhor. Monárquicos são pessoas que apoiam o regime Monárquico, mesmo não sendo de ascendência aristocrata. Enfim nada que já não tenha sido dito aqui.

      Amigo, o jantar dos conjurados é um jantar anual para membros dos RAL, uma confraternização que homenageia os heróis de 1640. Nunca fui por acaso, qualquer dia vou. Sim nesse jantar as pessoas têm uma visão comum. Existe harmonia e um sentimento comum para se falar e discutir os interesses da Nação. Num jantar de Republicanos essa harmonia falta porque os interesses dos partidos se sobrepusessem aos da Nação e as "lutinhas" partidárias podem causar indigestão.
      Percebeu a metáfora? Note que tentei ao longo do texto ser tão “elegante” quanto o Sr.

      Até breve.

      João Ribeiro

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    28. Penso que chegou a hora de encerrar hostilidades. Temos diferentes opiniões e interpretações relativas ao tema “República vs Monarquia” e, por conseguinte, da história de Portugal. Para mim a leitura que tento fazer de “todas” as formas de regime é pragmática, simples, sem rendilhados e com o entendimento que se têm construído à volta de um único objectivo: “Criar todas as condições para diversos grupos deterem “o poder”, nada mais”!! O resto, pelo menos para mim, é porventura a forma hábil de se tentar justificar aquilo que não é justificável ou minimamente racional e que, está à vista da comunidade.

      Neste blogue, o seu conteúdo e principalmente a forma de muitos dos textos introduzidos, mais parece que detém verdades universais, são escritos de maneira demasiado moralista e romanceada e, sempre a colocarem em causa tudo e todos à excepção da monarquia e dos monárquicos. O seu conteúdo torna-se talvez pouco “sexy” e algo doentio… Como se o país e o povo não fossem os mesmos independentemente da forma de regime. Entendo até que se fossemos uma monarquia o país não seria muito diferente, porque a matéria-prima que é o seu povo, concretamente vale o que vale… Objectivamente, assim não captam adeptos e criam condições para comentários menos abonatórios conforme foi o meu caso no início… Ou então isolem o blogue dos demais cidadãos ficando em circuito fechado para os monárquicos. A democracia tem destas coisas, um blogue tanto pode ser um tónico para divulgação e visibilidade, como para eventuais críticas…

      Contudo nas sistemáticas trocas de opinião, com alguma pimenta à mistura (e ainda bem) que faz sempre parte deste tipo de diálogo, quero saudar a forma cordial e com alguma elevação que sempre usou. Da minha parte também tentei sempre, não diminuir o nível e, esteve sempre no meu espírito, nunca ter atitudes demasiadamente provocatórias, quer se concorde ou não…

      De facto, a ignorância pertence aos que nunca discutem os assuntos, nem mesmo do ponto de vista filosófico ou prático, e defendem as suas posições como se de “axiomas” se tratassem e, não existissem outras verdades…

      “Somos todos muito ignorantes, mas nem todos ignoramos as mesmas coisas!”. Conhece o autor?

      Saudações cordiais e até um dia…

      PS - Somente uma correcção, o Duarte pio não “governaria” (conforme afirmou…), mas “reinaria”, porque por definição nas monarquias constitucionais o rei não governa (segundo tb já afirmou…); essa tarefa é deixada ao governo que o rei dará posse. Ou estava a pensar num possível Duarte pio “rei absoluto”?

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    29. Caro amigo,

      Fica então encerrado o nosso pequeno diálogo. Como já tinha referido anteriormente o Sr fica com as suas convicções, sejam elas quais forem, e eu com as minhas.
      Relativamente ao blogue, uma vez que é de cariz Monárquico é óbvio que as notícias e posts sejam parciais à Monarquia. Também compreenderá que muita parte do que é aqui é exposto é retirado do pouco que os nossos media nos apresentam de cariz monárquico e sublinho “pouco”. Não isolamos o blogue exclusivamente a Monárquicos mas também não postamos noticias contrárias à Monarquia.

      Não sabia, tive de ir pesquisar, foi Albert Einstein. Estamos sempre a aprender. No entanto sabia que foi sócio estrangeiro da Academia de Ciências de Lisboa. Academia esta fundada por D. Maria I ainda como Academia Real De Ciências. Uma pequena curiosidade.
      Disse “governava”? Peço perdão. Sim diz bem, o termo correcto é reinaria. Um rei absoluto? Óbvio que não, o Sr sabe que pretendemos uma Monarquia Constitucional.

      Também o saúdo a si e desejo-lhe tudo de bom que a vida possa oferecer. Afinal se todos gostassem de azul o Mundo seria um sítio muito aborrecido.

      Saudações,

      João Ribeiro

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  2. Bom dia, estou muito contente a explorar este vosso blogue real, muitos parabens. Vivo fora de Portugal mas dentro em breve estarei na Nossa Motherland e certamente irei a Real associacao de Lisboa. Uma das razoes q fico Ainda Mais orgulhosa em ser monarquica e que Adoro ler Portugues sem erros, pois ligo imediatamente as reformas ortograficas a republica pois praticamente logo depois do regicidio os republicanos mudaram sem respeito por nada e ninguem Tudo , ruas, a cor da bandeira, a lingua Portuguesa enfim... E Quando li este artigo na segunda Linha do primeiro paragrafo li "direto" decerto que Tera sido um erro devido ao corrector automatico e tambem peco desculpas devido ao Portugues deste meu texto estou a escrever de um iPad no qual o corrector e em Ingles. P.S.- demorei uma eternidade a escrever o texto lol Bjinhos e ate breve.

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    1. Bom dia, Patrícia. Como poderá verificar trata-se de uma transcrição e como tal respeitámos a opção do autor no que diz respeito à grafia.
      Obrigado pela visita.

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  3. Felicito João Ribeiro pela extraordinária paciência demonstrada em (tentar) instruir um arrogante, ignorante e anónimo republicano... que é, aliás, o «modelo» mais habitual.

    Permito-me acrescentar apenas uma informação às suas extensas, sábias e sensatas explicações, e que tem a ver com (exemplos de) referendos em, ou sobre, Monarquias: em Espanha o actual regime foi votado, e aprovado, em 1976; na Austrália a mudança para um regime republicano foi reprovada em 1999.

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    1. Caro Sr.,
      Se este comentário se dirigia a mim, das trocas de comentários com o João Ribeiro, confidencio-lhe que sou anónimo, por conveniência, embora não seja deveras ignorante. Até porque cada um vê a história como a quiser entender ou conforme lhe convém. De facto, cada pessoa tem a sua própria verdade… Ou será que quem não concorda consigo é para si “ignorante”? Já vi que estamos perante um democrata iluminado...
      Acho estranho é V. Exa. dar dois exemplos brilhantes (porque não há muitos mais na vastidão de regimes monárquicos), um referindo-se à votação do regime monárquico em Espanha em 1976 (imposto pelo ditador Franco e antes de estar implementada a monarquia, conforme sabe) não havendo muitas alternativas depois do período fascista e, outro relativo à Austrália, que nunca terá interesse em deixar a Commonwealth. Contudo, ambos não me parecem ser informação nem sábia, nem sensata, nem tão-pouco relevante. Talvez de tipo ingénuo-infantil ”… É mesmo caso para dizer, “aconteceu”, embora não seja a prática. Motivo para ter moral seria na última passagem de testemunho em Espanha ter havido referendo, agora sim em plena monarquia…
      Portanto meu caro Sr., pode considerar-se um iluminado, embora de “medíocre raciocínio” nos fantásticos exemplos que dá, para justificar a ausência de referendos ou sufrágios nas monarquias…

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    2. Obrigado Sr. Octávio dos Santos pela informação, bastante útil por sinal e pela simpatia.

      Um grande bem haja,

      João Ribeiro

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