
Em devido tempo, o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles alertou para a necessidade duma regulamentação adequada da floresta portuguesa e de uma política agrícola que precavesse o abandono do interior do País. Para si, a Chefia de Estado Real era parte integrante duma concepção profundamente ecológica da Nação e em boa hora a Real Associação de Lisboa decidiu publicar em livro uma antologia de textos políticos seus, até agora dispersos. Perante os trágicos incêndios que se verificaram em Junho e Outubro, e confrontados com as suas mais profundas causas, era inevitável lembramo-nos das suas palavras sábias e do seu combate. Nós monárquicos sabemos que a Pátria se constitui não só pela língua comum que falamos, pela história e cultura de que somos resultado, mas também pelo território físico que ocupamos neste extremo ocidental da Europa, que a “República Portuguesa”, essa entidade abstracta, uma coisa “em forma de assim” com que nos querem designar e cuja única competência bem-sucedida é perseguir-nos para cobrar impostos, vem demonstrando uma absoluta incapacidade de administrar. Não há verdadeira soberania sem autoridade sobre o território. Nestes estranhos tempos de “realidades virtuais” e “simplexes”, a gestão responsável do território e do património físico de Portugal tem que ser uma prioridade para todos nós, e os monárquicos não estão isentos de o exigir com veemência aos seus governantes. Nós iremos estar vigilantes.
(Trecho do editorial do Correio Real nº 16)
Sem comentários:
Enviar um comentário